Política de Cookies

Este site utiliza Cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso. Saiba mais

Compreendi


O Mosteiro de "S. Domingos das Donas de Vila Nova de Gaia” ou Convento de Corpus Christi, de religiosas dominicanas, foi fundado em 1345 por iniciativa de D.ª Maria Mendes Petite, mãe de Estêvão Coelho, conselheiro de D. Afonso IV e um dos responsáveis pelo assassínio de D.ª Inês de Castro. Encontram-se aqui sepultadas D.ª Maria Mendes Petite, D.ª Leonor Alvim, mulher do santo condestável D. Nuno Álvares Pereira e o alferes porta-bandeira da Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota (1385), Álvaro Anes de Cernache.

Devido à degradação gradual da primitiva igreja do Convento, em grande parte devido às cheias do rio Douro, edificou-se na 2ª metade do século XVII este novo templo, resultante do traço do Padre Pantaleão da Rocha Magalhães e, ajustado na ligação aos coros, por Gregório Fernandes.

Já no século XVIII é construída a fachada barroca, onde é evidente a influência de Nasoni.

No ano de 1834 é publicado o decreto da extinção das ordens religiosas, que no caso das ordens femininas, permitia que o convento permanecesse em funcionamento até à morte da última religiosa, o que veio a acontecer em 1894 com o falecimento de Marcelina Cândida Viana. 

Sobre a tutela da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Domingos de Gusmão e ainda no ano de 1894, passaram a funcionar neste espaço escolas primárias para ambos os sexos, projeto dinamizado pelas irmãs franciscanas hospitaleiras. No ano de 1922, um Alvará do Governo Civil manda encerrar o convento e dissolver a Irmandade, permanecendo este espaço sem qualquer utilização até final da década de 20.

Em 1930 é inaugurado o Instituto Feminino de Educação e Regeneração no Convento Corpus Christi, passando a ser gerido pela Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor d´Angers. Em 1941 são revistos os estatutos passando a Instituição a designar-se Instituto do Bom Pastor Corpus Christi sendo este integrado na Direção Geral de Serviços Jurisdicionais de Menores e passando a depender direta e administrativamente do Governo.

Em 1992 e devido ao seu reduzido número, as irmãs consideram-se incapazes de continuar o trabalho desenvolvido, finalizando o seu contrato com o Ministério da Justiça. Sucede-se na gestão do Instituto a Fundação Frei Manuel Pinto da Fonseca, com ligações à Assembleia dos Cavaleiros da Ordem de Malta que se dedicava a projetos de reinserção social e formação profissional. 

Na sequência da reforma do sistema de educação de menores, o Instituto Corpus Christi encerra definitivamente em 2002. Após este facto foi assinado um protocolo entre o Ministério da Justiça e a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, ficando esta a cargo da gestão do imóvel durante um período de 30 anos, sendo atualmente um equipamento cultural do Município.
A igreja e os coros foram alvo de profundas intervenções de conservação e restauro no ano de 2008, sendo financiadas, em parte, por Fundos Europeus e acompanhados pelo IPPAR- Instituto Português do Património Arquitetónico. No ano de 2009 o convento é aberto ao público como um espaço cultural.

De referir, que o espaço Corpus Christi recebeu o prémio construção e reabilitação atribuído em 2010 pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e a classificação com MIP- Monumento de Interesse Público e fixada a respetiva ZEN- Zona Especial de Proteção. 

De grande interesse patrimonial, o Coro Alto é constituído por um cadeiral em madeira de nogueira de Bordéus (da autoria do mestre de carpintaria e entalhador Domingos Lopes), distribuído por duas séries de cadeiras nas duas fileiras laterais e por uma série na fila que ladeia a porta de saída para o Antecoro, encontrando-se as de trás num plano mais elevado. Todos os assentos são levadiços e apresentam no lado inferior as misericórdias cuja função é de servir de descanso nas longas horas de permanência no coro. Assumem forma de animais, rostos masculinos, rostos femininos e figuras híbridas. Os perfis do cadeiral, mostram rostos masculinos de nariz adunco fazendo lembrar fisionomias de índio, com variadas expressões ao nível da boca.

O espaldar do cadeiral é constituído por catorze telas onde figuram maioritariamente temas dominicanos. Aqui podemos observar a representação de S. António de Lisboa ou de Santa Joana princesa entre outros santos representados. O espaço é guarnecido de talha de qualidade com desenhos vegetalistas e o teto, dividido por 49 caixotões (pintados a óleo sobre madeira), refere santos quer da Ordem Dominicana, quer de outras ordens, sendo os quinze painéis centrais alusivos à vida e morte de Jesus, através dos mistérios do Rosário. 

Horário:
De terça a domingo – 10h00-13h00 | 14h00-18h00
Encerra segundas-feiras e dias feriados: 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 24 de junho e 25 de dezembro.
Visitas guiadas por marcação 

Como chegar: 
Autocarros - STCP - Linhas: 901, 906.
Comboios - Estações Devesas ou General Torres
Metro - Linha D (Amarela) – Jardim do Morro
Teleférico de Gaia – Cais de Gaia

Contactos 
Largo de Aljubarrota, 13
4400-012 Santa Marinha
Tel: +351 223 742 462 | Fax: +351 223 702 554