Notícias 27 Jul 2017 «Boas contas» de Gaia reforçadas pelo Anuário Financeiro dos Municípios Eduardo Vítor Rodrigues destacou a “perspetiva evolutiva” deste documento
O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2016 trouxe boas notícias sobre o município de Gaia, sustentando quantitativamente as melhorias que vêm sendo registadas nos diversos indicadores e que culminaram, já este ano, com a entrada das contas da autarquia "no verde”. Significa isto que, desde junho último, a Câmara de Gaia voltou a estar dentro do limite legal de endividamento das autarquias.
Este dado não está, naturalmente, plasmado no documento da Ordem dos Contabilistas Certificados, que reporta ao ano de 2016. Um dos pontos de destaque neste relatório diz respeito aos resultados líquidos. Neste índice, Vila Nova de Gaia foi o sétimo melhor município em 2016, com 22,247ME, um brutal aumento quando olhamos para o ano de 2013, em que os resultados líquidos foram de 6,187ME.
De salientar, igualmente, é a descida no que diz respeito ao valor total de passivo exigível (dívida), num total de 170,141ME em 2016, menos cerca de 16ME do que o verificado em 2015. De notar que em 2009 este valor ascendia a perto de 286ME. Com este resultado, Gaia foi um dos municípios do País que mais diminuiu o passivo exigível em 2016, ocupando o sexto lugar. 
Vila Nova de Gaia está, ainda, entre os municípios que apresentaram maior volume de despesa paga em 2016, ocupando a quarta posição (apenas atrás de Lisboa, Porto e Cascais), com 151,372ME, mais cerca de 28ME do que em 2015.
O município ocupa a segunda posição no quadro daqueles que apresentam maior volume de juros e outros encargos financeiros pagos em 2016 – um total de 7,539ME, num aumento de 72,4% face ao ano de 2015. Este indicador, recorde-se, está fortemente marcado pelo processo de saneamento financeiro iniciado em 2016 pela Câmara de Gaia para fazer face ao pagamento de diferentes sentenças judiciais.
Já na lista dos municípios que apresentam maior volume de despesa paga em juros, Gaia surge na segunda posição, atrás de Lisboa, com uma média de 216,6 euros por habitante entre 2006 e 2016. Aqui, é de notar o valor relativo ao mandato 2014-2017 – 16,305ME –, que representa uma descida de cerca de 1ME face ao mandato 2010-1013 e uma forte queda de mais de 15ME relativamente ao mandato 2006-2009.
Analisando o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, o presidente da Câmara Municipal de Gaia salienta "a perspetiva evolutiva” deste documento, "onde o município de Gaia se destaca pelo comportamento exemplar no país, pela evolução das boas contas e pela redução do passivo, ao mesmo tempo mantendo os níveis de investimento e pagando sentenças judiciais, no valor de 30ME, que nunca estiveram nas contas”. Eduardo Vítor Rodrigues lembra, ainda, que a atuação do seu executivo se tem pautado pela apresentação de "boas contas” e a aposta no "investimento inteligente e no "desenvolvimento sustentável”.