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Notícias 04 Mai 2021 SIGE permite resposta ainda mais célere à emergência Investimento de 380 mil euros (financiado pelo POSEUR e pela autarquia)
A corporação dos Bombeiros Sapadores de Vila Nova de Gaia tem, no dia 4 de maio, muitos motivos para festejar, uma vez que se celebra o aniversário da estrutura, que este ano assinalou o 182.º aniversário. Mas, este ano, as celebrações alargaram-se a uma conquista que terá um impacto muito significativo na resposta à emergência. Entrou, oficialmente, em funcionamento o Sistema Integrado de Gestão de Emergência (SIGE), fruto de um investimento de 380 mil euros, financiado a 60% pelo POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos) e a 40% pela Câmara Municipal de Gaia. 

Embora esteja centralizado no quartel dos Bombeiros Sapadores, o SIGE funcionará, durante 24 horas, em articulação com as seis corporações de bombeiros voluntários do concelho e com a Polícia Municipal. Ao longo de oito ecrãs, será possível acompanhar as ocorrências em tempo real, o que permitirá uma ação mais rápida entre o alerta e a chegada dos meios. O SIGE possibilitará, também, a emissão de avisos à população, nomeadamente no caso de intempéries e risco de incêndios. Por georreferenciação, o sistema permite acompanhar o posicionamento das viaturas no terreno e, pelo registo estatístico, será possível analisar os pontos críticos do concelho, a fim de reduzir o número de ocorrências. Nesta central, é possível ainda acompanhar os acessos ao Centro Histórico, graças à gestão dos pilaretes nas ruas. Em breve, quando o sistema de videovigilância estiver operacional nesta zona do concelho, assim como nas autoestradas, túneis e estações de metro, será permitido o acompanhamento permanente por parte desta equipa. Além da interligação ao INEM, o objetivo futuro do SIGE passa pela interligação dos patamares municipal e distrital.

Ao lado, existe, ainda, a chamada sala de crise, um novo espaço onde o presidente da Câmara, acompanhado por outros agentes, tomará decisões em casos mais críticos, como acidentes graves ou catástrofes, por exemplo. 

Para Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, "o termo central é, já por si, um equívoco. Ela centralizará alguns telefonemas, mas verdadeiramente funcionará como coordenadora. O grande objetivo de uma estrutura destas não é centralizar nos Bombeiros Sapadores toda a área da proteção civil. É, sim, garantir a coordenação efetiva de proximidade que nos melhore a todos na nossa relação com o cidadão. É verdade que ninguém fica bem quando, num mesmo incidente, todos acorrem ao mesmo tempo; ninguém fica bem quando os meios se dispersam; ninguém fica bem quando os meios se duplicam. É, por isso, que este espaço não é uma central de comando, mas uma coordenadora, com uma estrutura tecnológica avançada que não se vai impor ao ser humano e que responderá de acordo com as premissas que nós estabelecermos”.