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Notícias 29 Mai 2020 Nasceram duas cegonhas no Parque Biológico O casal de cegonhas-brancas nidifica em Gaia desde 2016


No início do mês de maio nasceram duas crias de cegonha no Parque Biológico de Gaia, fruto do primeiro ninho de cegonha-branca em Vila Nova de Gaia e concelhos limítrofes. Um dos membros do casal é uma das cegonhas recuperadas no Parque, que começou a voar, mas decidiu permanecer no local. "Nós temos cá um Centro de Recuperação de Animais, e havia alguns animais, na fase final de recuperação, que nós colocávamos num relvado grande para irem embora quando quisessem, juntamente com outras que não conseguiam ir embora, que são aves que nós consideramos irrecuperáveis. Mas houve uma que decidiu que não ia embora. Nós optamos por colocar um poste e um ninho, e ela conseguiu atrair uma outra cegonha selvagem, que nunca passou pelo Centro de Recuperação, e que optou por este local para fazer ninho com ela. E foi nessa altura que começamos então a ter crias”, explicou Hugo Oliveira, responsável técnico da coleção de animais do Parque Biológico de Gaia.

As primeiras posturas, normalmente de quatro ovos, não tiveram sucesso "por causa do frio, da inexperiência do casal”. A cegonha-branca é uma ave migratória, invernante em África, que só desde há alguns anos começou a residir permanentemente em Portugal. "Em tempos, soubemos que éramos provavelmente o primeiro ou segundo ninho mais a Norte, com registo de crias na zona litoral”, afirma o responsável.

Desde o dia 6 de maio que, ao passar junto do ninho, é possível observar estas duas crias, que se prevê que comecem a voar perto do São João. Também este ano, e pela primeira vez, a cria de um dos casais de aves irrecuperáveis, "que não voam, que fez ninho no chão, está a conseguir aguentar-se e estamos otimistas quanto ao seu sucesso”, garante Hugo Oliveira.

O Parque Biológico de Gaia está situado numa área relativamente sossegada, junto ao rio Febros, onde as cegonhas podem encontrar uma grande variedade de alimento, como insetos, pequenos roedores, anfíbios e crustáceos. Este facto, aliado ao "suporte de alimentação das cegonhas irrecuperáveis” é, para o responsável técnico, um dos motivos pelos quais conseguem ter estas crias.