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Lontra foi vista a nadar no Rio Uíma
Notícias e Destaques 31 Jan 2022 Lontra foi vista a nadar no Rio Uíma É um sinal da recuperação do ecossistema e da melhoria da qualidade da água do rio
 
A 27 de janeiro, uma equipa da empresa municipal Águas de Gaia registou um momento único. Como resultado da recuperação do ecossistema e da melhoria da qualidade da água, uma lontra foi vista a nadar no Rio Uíma, um momento registado em vídeo e que pode ser visto na página do Facebook da empresa. Além deste mamífero, têm sido avistadas outras espécies, algumas autóctones daquela zona, sendo a maior parte peixes, mas também aves.

Para Miguel Lemos, presidente do Conselho de Administração da Águas de Gaia, este "é um sinal de recuperação das espécies, do reequilíbrio dos ecossistemas e de que a água do rio está despoluída”. O responsável destacou o profícuo trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos anos nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Lever e de Crestuma, mas também a "colaboração entre Santa Maria da Feira e Vila Nova de Gaia num projeto comum de reabilitação deste rio, de margens e de ecossistemas, tudo através de processos de engenharia natural”, de forma a transformar aquelas zonas em locais de fruição pública. 

Paralelamente, está a decorrer o período de aprovação de candidaturas ao Fundo Ambiental em que as duas autarquias, de forma "autónoma, mas coordenada”, se propõem a uma "dotação financeira para monitorização da qualidade da água e biodiversidade”, respondendo a uma recomendação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Para tal, foi planeada uma "vertente mais tecnológica, com um conjunto de sensores ao longo do rio, que vai estar a monitorizar, de forma constante e em tempo real, a qualidade da água, alterações que possam existir e descargas ilegais”, permitindo "não só tomar medidas de prevenção, como ir monitorizando e ter um histórico da qualidade da água”, explicou Miguel Lemos à Agência Lusa. "A tecnologia é muito útil, mas nada melhor do que a presença de espécies que há muito não escolhiam aqueles locais para viver e, se agora escolhem, é sinal de que as coisas estão a melhorar bastante”, concluiu o responsável.