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Notícias 04 Mai 2020 Linha de apoio psicológico recebeu 120 chamadas num mês A linha «Gaia+Consigo» encaminhou 14 pessoas para “consultas mais consistentes”
A linha de apoio psicológico criada pela Câmara Municipal de Gaia foi anunciada a 1 de abril e está a ser divulgada junto dos munícipes do concelho, tendo, no entanto, recebido contactos de residentes de outros concelhos, como Porto e Matosinhos. "Percebe-se que as pessoas estão em sofrimento psicológico e com dificuldades em lidar com a ansiedade que resulta de uma crise inesperada.

Fundamentalmente, há uma preocupação constante e uma incerteza face ao futuro”, descreveu Patrícia Lopes, adjunta da Presidência e responsável pelo projeto «Gaia+Consigo». Das mais de 120 chamadas recebidas durante um mês, pelo menos 14 foram encaminhadas para consultas de psicologia através da rede de ação social de Vila Nova de Gaia, algumas através de um pedido da própria pessoa, outras como resultado da avaliação do técnico que as atendeu.

As principais razões de contacto prendem-se com "sentimentos de desesperança e de tristeza acentuados, bem como estados de ansiedade desregulados”, mas há também situações em que as pessoas ligam para esclarecer dúvidas ou para pedir apoios, nomeadamente na entrega de bens alimentares ou de medicamentos. "Nesses casos, encaminhamos internamente para os restantes serviços da Câmara ou das juntas de freguesia” afirma Patrícia Lopes. Casos de lutos "mal resolvidos” e a dor de uma "não despedida” são outros motivos já identificados, cabendo aos técnicos partilhar estratégias para uma melhor transição e aceitação desta fase.

A responsável pela linha «Gaia+Consigo» admite que a mudança de estado de emergência para situação de calamidade possa acarretar "dúvidas e ansiedades novas”, razão pela qual a expectativa é de que este projeto se mantenha.

"Estes efeitos na saúde mental não vão terminar com o estado de emergência e notamos que todos terminam o telefonema com a gratidão de se sentirem acompanhados. Este é um projeto que o Município quer manter, para manter a proximidade com os munícipes”, conclui.