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Notícias 03 Jul 2020 Gaia é agente ativo de energia Município lança comunidades de energia
Os municípios portugueses vão poder ter um papel mais ativo na transição energética do país, uma vez que as novas regras relativas ao autoconsumo de energia renovável e à possibilidade da criação das comunidades de energia abrem um mundo de possibilidades e permitem que todos sejam agentes ativos de energia, desenvolvam projetos integrados e combatam a pobreza energética.

A boa nova legislativa foi partilhada pelo secretário de Estado da Energia, João Galamba, no webinar dedicado ao tema «O papel dos municípios na descarbonização», organizado pela Gaiurb no âmbito da 15.ª Semana Europeia da Energia Sustentável, com vista à partilha de práticas e de projetos de energias limpas e à abordagem de temáticas diferenciadas como a «Reabilitação Energética de Edifícios», as «Comunidades de Energia» e «Ações e projetos municipais em Gaia».

O debate realizou-se numa altura em que a Câmara Municipal de Gaia está a iniciar o processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM). "É um momento em que refletimos sobre a cidade que pretendemos e que queremos deixar como legado para o futuro", referiu António Castro, presidente do Conselho de Administração da Gaiurb, acrescentando que os municípios são "um pilar fundamental" para a definição da estratégia de economia descarbonizada.

António Castro salientou que uma das grandes preocupações da empresa municipal tem sido melhorar a qualidade de vida dos munícipes e, consequentemente, o conforto térmico do seu parque habitacional, composto por 3.300 habitações sociais. Por outro lado, a Gaiurb prevê apoiar o lançamento das comunidades de energia, com o posto de hidrogénio da Câmara, que está "num estado muito adiantado do procedimento de conceção e concessão", acrescentou o responsável da empresa municipal.

Aposta em projetos de autoconsumo

Os projetos de autoconsumo e a estratégia de hidrogénio são, segundo João Galamba, "ótimos instrumentos" para os municípios melhorarem as condições de vida dos habitantes, reduzirem consumos energéticos e desenvolverem políticas de descarbonização, ou seja, "responder a um conjunto de problemas", que vão desde a área dos transportes à habitação social. O secretário de Estado adiantou que "há vários municípios portugueses com projetos de investimento na produção local de eletricidade, em grande medida através de painéis fotovoltaicos para, depois, instalar carregadores para os autocarros elétricos da sua frota de transportes públicos, alimentar edifícios da câmara e alimentar habitações sociais a um custo muito reduzido porque a eletricidade é produzida localmente e pelos próprios".
João Galamba evidenciou, também, que a Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2), que prevê investimentos de 7 mil milhões de euros, permitirá também aos municípios desenvolverem as "suas políticas de descarbonização".

O debate sobre o «O papel dos municípios na descarbonização» contou, também, com a participação de Rui Fragoso, da Adene – Agência para a Energia, de Gilberto Mariz, da Direção-Geral de Energia e Geologia, e de Carla Pires, da Divisão de Serviços e Inovação da Gaiurb.
A 15.ª Semana Europeia da Energia Sustentável foi organizada pela Comissão Europeia e assentou no tema «Para além da crise: energia limpa e para o crescimento e a transição verde».