Vila Nova de Gaia
acolheu o Fórum Regional de Vila Nova de Gaia, promovido no âmbito do projeto
"Estados Gerais da Bioética”, uma iniciativa do Conselho Nacional de Ética para
as Ciências da Vida (CNECV). O encontro decorreu na Sala de Formação do Parque
Biológico de Gaia, sob o título "O Conselho Nacional de Ética em questão”,
centrando-se no tema "O Poder das Histórias Diferentes”.
A iniciativa teve como
principal objetivo promover a reflexão e o diálogo em torno do papel e da
missão do CNECV, recolhendo contributos e perceções de diferentes
intervenientes da sociedade civil, com particular enfoque em áreas como a saúde
mental, o apoio à deficiência e à neurodivergência e a inclusão social.
A sessão contou com a presença da vereadora dos Assuntos Sociais da Câmara Municipal de Gaia, Elizabete Silva, em representação do presidente da Câmara Municipal, Luís Filipe Menezes, tendo assegurado a abertura do evento. Seguiu-se a intervenção do diretor municipal do Ambiente, Nuno Gomes Oliveira.
A organização esteve a cargo da conselheira Paula Pinto de Freitas e contou também com a participação dos conselheiros Miguel Ricou, Pedro Fevereiro e Rosalvo Almeida. Após o momento de abertura, Paula Pinto de Freitas enquadrou os objetivos da iniciativa, seguindo-se a apresentação institucional do projeto "Estados Gerais da Bioética”, por Pedro Fevereiro.
O programa integrou três mesas redondas, que reuniram académicos, profissionais de saúde, representantes de associações, decisores locais e especialistas de diferentes áreas. Entre os participantes estiveram Alexandre Quintanilha, Ana Maria Gonçalves, Jorge Sobrado, Ana Sofia Pinto, Marylin Oliveira, Constança Paúl e Jerónimo Sousa, entre outros convidados.
Ao longo do fórum, os 17 representantes de diferentes setores da sociedade presentes debateram questões relacionadas com a necessidade de humanizar a tecnologia e a Inteligência Artificial, salvaguardando a empatia e o tempo humano necessários, em particular no contexto dos cuidados de saúde.
Foram igualmente abordados temas como o combate ao estigma associado ao envelhecimento e à neurodivergência, as dificuldades sentidas pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social e o papel das autarquias na aproximação da ética aos cidadãos.
A reflexão incidiu ainda sobre a importância de reforçar a visibilidade do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida e de promover uma maior influência deste organismo na definição de políticas públicas, numa perspetiva de maior proximidade às realidades sociais e aos desafios contemporâneos.
Com a realização deste fórum, Vila Nova de Gaia voltou a afirmar-se como espaço de diálogo e reflexão em torno de temas centrais para a construção de políticas públicas mais inclusivas, humanas e conscientes.