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Notícias 12 Nov 2020 “Comércio local não pode ser discriminado” Área Metropolitana do Porto defende clarificação de horários de abertura do comércio
Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia e da Área Metropolitana do Porto, depois de uma reunião com alguns autarcas e os secretários de Estado Ajunto e da Saúde, António Lacerda Sales, e da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, defendeu que o Governo se devia pronunciar, de forma clarificada, sobre os horários de abertura das superfícies comerciais nos próximos fins de semana (14, 15, 21 e 22 de novembro). "Em Gaia, defende-se que ninguém abra supermercados antes das 8 horas da manhã e que o comércio local merece as mesmas regras das grandes superfícies. O comércio local, que paga todos os impostos em Portugal, não pode ser discriminado face aos hipermercados. Haja respeito pelos sacrifícios das pessoas, pelo Estado de Emergência e pelo trabalho de quem está a lutar contra esta pandemia”, afirma Eduardo Vítor Rodrigues, que acrescenta existir "um vazio no decreto do estado de emergência que define os encerramentos, mas não define quando podem abrir (…). Começamos a ver anúncios e pedidos de médias superfícies para abrir às 06:30. Ou isto é para pensar como uma estratégia de confinamento e utilização minimalista dos serviços ou fica difícil explicar às pessoas o objetivo de tudo isto”. Para Eduardo Vítor Rodrigues, cabe ao Conselho de Ministros decidir se faz sentido ou não permitir este tipo de exceções. "Isto pode ser entendido como uma coisa estranha que viola o espírito das regras. Não percebo o caso do Pingo Doce, porque que eu saiba não houve pronuncia de nenhum Município. E se não contactaram os Municípios, o Governo tem de se pronunciar”, referiu. "Julgo que isto atrapalha a comunicação. Não posso andar a dizer às pessoas ‘fique em casa e se precisar de ir ao supermercado, vá só mesmo, mesmo se precisar’ e depois existem exceções. São exceções que podem ser mal interpretadas”, frisou Eduardo Vítor Rodrigues.

Relativamente às conclusões da reunião, o autarca referiu que foram solicitadas orientações em alguns domínios, nomeadamente no desporto de formação e no reforço da articulação com a Segurança Social nas Instituições Particulares de Segurança Social. "Uma parte da evolução positiva de tudo isto vai depender, mais do que das medidas em si mesmo, do seu cumprimento. Há aqui um esforço de sensibilização das pessoas. Os presidentes de câmara sentiram essa responsabilidade”, concluiu.