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Eu nunca vi um helicóptero explodir
Eventos 21 e 22 Jan 2022 Eu nunca vi um helicóptero explodir Auditório Municipal de Gaia
21h30
                                                                    
                                 
Texto - Catarina Ferreira de Almeida e Joel Neto
Encenação - Luísa Pinto e António Durães
                                               
Numa casa no campo, por via da pandemia da covid-19, um homem e uma mulher têm de escrever em conjunto uma peça de teatro. O que na vida de todos os dias não ousariam dizer um ao outro alimenta a escrita, esbatendo fronteiras entre fantasia e realidade. 
No palco, pessoas filmadas evocam perplexidades e interpelam os atores. E o diálogo conjugal, cómico ou simplesmente cruel, redime-se numa rotina criativa propiciada pela mudança da cidade para a aldeia.
Que casal será este, afinal? O que vêem nele os novos vizinhos e até os amigos do passado? A que lugar pertencem esse homem e essa mulher: à aldeia onde se reencontraram ou à cidade onde se conheceram? E como poderão escrever sobre isso, juntas, duas pessoas com impulsos criativos e métodos de trabalho tão distintos – ela que escreve para dizer o que pensa, ele que escreve para perceber o que sente?
Em fundo, a pandemia é vivida com especial dramatismo nos grandes agregados populacionais. O mundo debate-se com todos os géneros de restrições à liberdade, e a vida passa a ser vivida nos ecrãs. Um tempo assustador e fascinante, embora nem por isso para aquele casal – o confinamento sempre foi o seu modo de vida.
Mas, a reboque desse privilégio, vem também a inquietante sensação de se viver à margem da realidade...
Uma reflexão sobre a evolução de um casamento, as rivalidades sobre as quais ele pode disputar-se, os desejos e as frustrações em jogo; o gesto criativo, os seus diferentes métodos e motores e a medida de conciliação a que é possível aspirar; os desafios de uma epidemia única em mais de cem anos e a vertigem daquilo a que chamámos aldeia global.
Teatro, cinema, radio, televisão, internet – eis um espetáculo que cruza todas essas linguagens.
Duração: 90 minutos
M/14

Ficha artística:
Texto - Catarina Ferreira de Almeida e Joel Neto
Encenação - Luísa Pinto e António Durães 
Interpretação - António Durães, Maria Quintelas, Rui de Noronha Ozorio, Luisa Pinto, Constança Antunes e a participação especial do Jornalista Fernando Alves 
Crónicas SINAIS (TSF) - Textos: Fernando Alves, Fotografias: Paulo Pimenta 
Música - Luis Bettencourt
Espaço cénico - Luisa Pinto
Figurinos - Composição coletiva
Criação e operação Vídeo - Rui Carvalho
Luz - Mariana Figueroa
Fotografia de cena - Paulo Pimenta
Assistente de produção - Constança Antunes
Apoio: TSF
Uma coprodução da Narrativensaio-AC com a Casa das Artes de Famalicão e a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo