A presente exposição apresenta a Coleção Marciano Azuaga enquanto objeto de estudo, no seu todo, considerada como fonte para a caracterização do território, personalidades e instituições com que a mesma dialogou na sua longa diacronia.
Composta por um aparente ecletismo, os objetos agora expostos representam alguns dos principais temas de debate científico na época de Marciano Azuaga (1838–1905), dados agora a conhecer num novo enquadramento museológico.
A 24 de fevereiro de 1904, Marciano Azuaga, chefe de estação das Devesas e colecionador amador, doava à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia a sua coleção particular. Esta coleção, que o próprio havia transformado em Museu, encontrava-se exposta num apartamento próximo das Devesas, por si custeado, disponibilizando-a, assim, gratuitamente, para fruição do público. Com quase 2.000 objetos, tratava-se do primeiro museu público da cidade, posteriormente denominado Museu Municipal Azuaga e reorganizado por António Augusto Rocha Peixoto.
O colecionador faleceria no ano seguinte à doação, tendo o seu carácter benemérito e ilustrado sido reconhecido em vida pela atribuição da Ordem de Cristo, da Ordem de Isabel a Católica e do Colar da Sociedade de Geografia de Lisboa. A sua memória está também fixada na toponímia de Vila Nova de Gaia, em rua próxima do Mosteiro da Serra do Pilar. A Coleção Marciano Azuaga encontra-se hoje, maioritariamente, em exposição e nas Reservas no Solar Condes de Resende.
O Solar Condes Resende encontra-se aberto ao público de terça-feira a domingo, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Mais informações através do tlf. 227 625 622 ou e-mail solarcondesresende@cm-gaia.pt.