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Compreendi

Reserva Natural Local do Estuário do Douro 

Esta pequena reserva natural resulta de um acordo celebrado em 2007 entre o Município de Gaia, através do Parque Biológico, e a Administração dos Portos do Douro e Leixões. 

A proteção das aves selvagens e da paisagem é o seu principal objetivo. Ao longo do ciclo anual, no estuário do rio Douro observam-se guarda-rios, corvos-marinhos, garças-reais, garças brancas, maçaricos-das-rochas, rolas-do-mar, tarambolas, seixoeiras, gaivotas de diversas espécies, entre muitas outras aves. A baía de São Paio é um local de eleição para fotógrafos da natureza e observadores de aves. 

Os visitantes percorrem dois passadiços que terminam em dois observatórios de aves selvagens. Um debruça-se sobre o sapal. O outro permite observar uma vasta área da zona entre marés do estuário do Douro. 

De entrada livre, fica na Avenida Deoceliano Monteiro, Canidelo, Vila Nova de Gaia.  
Mais informações: (+351) 22 787 8120 (chamada para a rede fixa nacional) - geral_pbiologico@cm-gaia.pt. Site - https://parquebiologico.pt/reserva-natural-local-do-estuario-do-douro


Serra da Canelas 

Esta serra é um espaço especial para conservação da natureza numa envolvência de educação ambiental, destacando-se a presença de vegetação e fauna autóctone. 

Este relevo de cerca de 200 metros de altitude compõe-se essencialmente de um mosaico de habitats diversos, com destaque para os bosques, as formações herbáceas e os habitats rupícolas (rochosos) e ripícolas (água doce). 

Em matéria florestal nativa, verifica-se a presença da espécie ex-líbris do carvalhal galaico-português, o carvalho-alvarinho, Quercus orocantabrica. A cobertura florestal autóctone da serra seria composta sobretudo por esta espécie e outras que lhe estão associadas, como o catapereiro ou o sanguinho-de-água. Em solos com mais humidade estão amieiros e salgueiros. A ocupação humana milenar da serra trouxe consigo o cultivo de castanheiros e outras espécies. Ao longo dos trilhos também aparecem sobreiros, próprios de solos mais secos, bem como medronheiros e loureiros. Consegue ver-se na serra a potentilha-dos-montes (Potentilla montana), uma planta com escassa distribuição nacional. 

Outros habitats de referência são as formações herbáceas e prados. Na sua maioria próximas de linhas de água e ribeiros, quando se expõem ao sol e, nas estações mais quentes do ano, são pontos de convergência para os insetos polinizadores, para anfíbios, répteis, mamíferos e aves selvagens. 

Os próprios habitats de água doce, que juntam charcos, lagoachos, linhas de água, ribeiros e minas do precioso líquido, são outro ponto fulcral desta área. Prestam serviços de grande utilidade como a regulação do ciclo da água, fornecimento de água, refúgio de biodiversidade, informação estética, educação e ciência. 

Entre habitats naturais e seminaturais, como os muros rústicos, há ainda os habitats rupícolas (rochosos). Uma das espécies mais fáceis de observar é a sardanisca-de-bocage (Podarcis bocagei) que tem a particularidade de existir, em todo o mundo, apenas no Noroeste da Península Ibérica. 

A serra é considerada um espaço de elevada relevância para a conservação da biodiversidade no concelho de Vila Nova de Gaia, estando integrada parcialmente em áreas de salvaguarda da Reserva Ecológica Nacional (REN). 

Associa-se a tudo isto uma dimensão histórica e patrimonial relevante. Mais do que um centro de exploração de granito e de agricultura, reserva-lhe o futuro uma meta de lazer e educação ambiental.  

O projeto Steps for LIFE salienta a presença de espécies chamadas "guarda-chuva", cujos requisitos de conservação beneficiam indiretamente muitas outras espécies nos mesmos habitats. Este projeto tem em vista aplicar uma valorização educativa de educação ambiental e de conservação da natureza no caminho de Santiago preexistente. 

Destaca como espécie "guarda-chuva” a fritilária-dos-lameiros (Euphydryas aurinia). Esta borboleta pode ser observada no final do inverno na sua fase final de lagarta nas folhas das madressilvas e, em fase de voo, entre abril e junho. O lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), espécie endémica da Península Ibérica, esconde-se na proximidade de linhas de água e prados. Mais difícil de observar, pelos seus hábitos notívagos, a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), também endémica de Portugal e Espanha, habita zonas húmidas como o interior de minas de água, tendo hábitos predominantemente noturnos. 

Mais informações: (+351) 22 787 8120 (chamada para a rede fixa nacional) - geral_pbiologico@cm-gaia.pt