Política de Cookies

Este site utiliza Cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso. Saiba mais

Compreendi
Notícias 20 Fev 2018 Transportes, mobilidade e saúde são as prioridades das Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa Eduardo Vítor Rodrigues e Fernando Medina preparam a Cimeira das Áreas Metropolitanas
A 20 de Fevereiro, numa reunião preparatória para a Cimeira das Áreas Metropolitanas (AM) do Porto e Lisboa (a realizar-se em Março), Eduardo Vítor Rodrigues e Fernando Medina, presidentes das AM do Porto e de Lisboa, respetivamente, definiram as prioridades da proposta de descentralização que pretendem apresentar ao Governo no próximo mês de Março.  
Saúde, mobilidade, transportes e lei das finanças locais são alguns dos aspetos elencados na proposta que será apresentada ao poder central. Para os autarcas, a criação de um passe único metropolitano para cada uma das áreas metropolitanas, com um valor uniforme e acessível, irá solucionar alguns problemas relacionados com os transportes e a mobilidade com impacto na vida das pessoas, no ambiente e na competitividade da economia. 
Na educação, além da gestão integral das escolas do segundo e terceiro ciclos e secundárias, os autarcas pretendem colocar no terreno programas de confeção para melhorar a alimentação. 
As áreas metropolitanas querem, ainda, passar a gerir os bairros que estão na alçada do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e da Segurança Social. "O contraste de qualidade de vida de quem mora nestes bairros é maior do que quem mora no edificado das câmaras municipais. Temos de acabar com isto e ser muito claros. Os bairros que estão na gestão do IHRU e da Segurança Social devem passar para gestão municipal e devem passar o quanto antes”, defendeu Fernando Medina. Neste sentido, as áreas metropolitanas exigem duas condições: uma relacionada com a aplicação da renda apoiada e outra com o financiamento para a reabilitação do edificado. 
Na área da saúde, os autarcas pretendem alargar o funcionamento dos centros de saúde até à meia-noite, sendo que os custos desse alargamento serão, em parte, financiados pelos municípios. Com esta medida, as urgências dos hospitais ficariam mais aliviadas e, por sua vez, seria uma opção mais viável para todas as pessoas que, por motivos profissionais, não conseguem ir ao centro de saúde no horário de funcionamento atual.
Ambição e ousadia são os motes da proposta que será apresentada até ao final de Março. "Apresentaremos uma proposta que recai sobre as competências e a lei de finanças locais”, concluiu Eduardo Vítor Rodrigues.