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Notícias 23 Mai 2019 Seis municípios da AMP avançam com Plano de Controlo de Gaivotas Este plano deverá ser apresentado no Conselho Metropolitano de junho
A dimensão das populações de gaivotas na Área Metropolitana do Porto tem-se tornado, desde há algum tempo, uma realidade preocupante, em concreto ao nível das espécies «Larus fuscus» e «Larus michahellis», originando algumas situações de conflito com as populações. São cada vez mais frequentes as reclamações de munícipes e de empresas referentes à população de gaivotas em áreas urbanas e os problemas associados ao comportamento agressivo das mesmas na altura da reprodução, os seus dejetos, a exploração de fontes de alimento não naturais, em particular de lixo humano, além do excesso de ruído. Ciente desta situação, na reunião de 16 de novembro de 2018 do Conselho Metropolitano de Vereadores do Ambiente, foi proposto um plano de ação para controlo da população de gaivotas nas cidades costeiras da AMP.

Assim, seis câmaras costeiras da Área Metropolitana do Porto (Porto, Gaia, Matosinhos, Espinho, Vila do Conde e Póvoa de Varzim) vão avançar com um plano para travar a invasão de gaivotas. O plano vai custar 135 mil euros, envolve a comunidade científica e as duas empresas responsáveis pelo tratamento do lixo da região (LIPOR e SULDOURO).

Não há qualquer estratégia de abate indiscriminado ou de envenenamento, porque é preciso não esquecer que as gaivotas circulam em espaço público. Os municípios vão testar, com a ajuda da comunidade científica, a esterilização das gaivotas e agir, de igual modo, junto dos ninhos de ovos, colocando a hipótese de destruir os mesmos. Estas soluções podem levantar alguns problemas junto da causa animal e poderá estar em cima da mesa como segundo modelo de intervenção.

As gaivotas chegam a terra atraídas pelas lixeiras e a verdade é que grande parte delas foi substituída por aterros. É um avanço, mas ainda há melhorias a fazer porque estes espaços, em muitos momentos, estão a céu aberto, o que é mais um atrativo para a proliferação da espécie.

É preciso travar urgentemente este processo porque o crescimento tem sido exponencial, mas, por outro lado, é necessário ter consciência que o problema não se resolve de uma só vez. Não podem ser medidas a curto prazo porque, decorrido algum tempo, o problema irá permanecer. O objetivo passa por avançar com uma estratégia consolidada que permita controlar este flagelo.

O pré-estudo sobre este tema já foi entregue à AMP e agora os municípios vão contratar o estudo final e definir a abordagem no terreno. Este plano deverá ser apresentado no Conselho Metropolitano de junho.