Notícias 04 Set 2017 Parque Biológico de Gaia vai acolher um centro Ciência Viva Cerimónia assinalou, ainda, a marca dos três milhões de visitantes que passaram pelo parque
O município de Vila Nova de Gaia assinou no dia 4 de Setembro, no Parque Biológico, o protocolo que visa a criação de um centro Ciência Viva naquele equipamento. O documento visa o compromisso das partes – a Câmara Municipal e a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – em operacionalizar os mecanismos de avaliação que permitam, dentro de 18 meses, estruturar um projeto de criação, no Parque Biológico de Gaia, de um espaço de divulgação de cultura científica e tecnológica, inspirada nos modelos das Redes de Centros Ciência Viva e de Escolas Ciência Viva.


"Hoje, os parques não são museus ao ar livre. Essa geração de parques está ultrapassada. Hoje são espaços de usufruto, de vivências, de aprendizagens e espaços de partilha. Nós temos essa vontade de adapta-los aos novos tempos e dar-lhes novas funções, que aqui tem muito que ver com a relação com a escola, com os alunos, com os professores e com aquilo que temos para oferecer enquanto instrumento pedagógico”, elucidou Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia.
Os museus e centros de ciência, com particular destaque para os Centros Ciência Viva, desempenham um papel fundamental na promoção da cultura científica e tecnológica, particularmente pela motivação para a aprendizagem científica que decorre de um contacto precoce com o conhecimento científico e com os seus agentes e processos.
Esta cerimónia assinalou, também, a marca dos três milhões de visitantes que passaram pelo Parque Biológico de Gaia desde a sua abertura – reconhecimento entregue, de forma simbólica, a Rosalia Vargas, presidente da Ciência Viva. Sendo o primeiro centro permanente de educação ambiental do país, esta é uma área agroflorestal do concelho, com 35 hectares, onde vivem, em estado selvagem centenas de espécies de animais e plantas. Para além da pequena reserva natural de fauna e flora, aqui existe ainda um centro de recuperação de animais selvagens, encontrados feridos ou detidos ilegalmente em cativeiro, e um viveiro que produz anualmente milhares de plantas, de mais de trezentas espécies.