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Notícias 24 Jun 2019 Milhares de pessoas festejaram o S. João em Gaia Festa começou bem cedo e foi até de madrugada
As previsões insistiram na chuva, mas ainda a tarde começava e já se percebia que ela não se faria convidada para a grande noite. Este S. João a um domingo e os primeiros raios de sol a rasgar as nuvens cinzentas foram boas desculpas para que a festa não se fizesse apenas à noite, mas começasse logo durante a tarde. Ainda nem à hora do lanche se chegara, e já o Jardim do Morro e o tabuleiro superior da ponte Luís I estavam repletos de gente, turistas e gaienses, que não escondia os sorrisos. O som dos martelos já ecoava por toda a parte, o fumo de quem assava sardinhas já se via e cheirava.

O presidente da Câmara Municipal de Gaia também começou cedo a festa; acompanhado do executivo, Eduardo Vítor Rodrigues percorreu a Avenida da República a pé, desde os Paços do Concelho, até ao Jardim do Morro. Depois de um pequeno percurso pelo tabuleiro superior da ponte Luís I, a comitiva desceu, depois, até ao Largo da Ponte e fez uma primeira investida na beira-rio, já cheia de gente em festa, entre danças, sorrisos e, claro, muitas marteladas. Nova passeata até à ponte Luís I, desta vez ao tabuleiro inferior, onde mais uma vez Eduardo Vítor Rodrigues brindou com o seu homólogo do Porto, Rui Moreira, a um excelente S. João.


O cinza esbranquiçado do céu começou a dar lugar a um fim de tarde de magníficos tons, a augurar um S. João memorável. Pôs-se o sol, já entre muitos balões que coloriam o céu, e pouco depois subiram ao palco localizado no Cais de Gaia os D.A.M.A., início facilmente percetível pelo ruidoso uníssono de gritos vindos das centenas de fãs que acompanharam o concerto. Não faltaram os êxitos mais conhecidos da banda e motivos para cantar, a plenos pulmões, como se não houvesse amanhã. A noite não poderia ter começado melhor.



Findo o concerto, era tempo de apressadamente procurar o melhor lugar para assistir ao fogo-de-artifício. Meia-noite em ponto. O espetáculo piromusical, este ano organizado pela Câmara de Gaia, começou e durante vinte minutos encheu as medidas dos milhares e milhares que se juntaram nas duas margens para não perder um segundo. O tempo passou a voar e os aplausos ecoaram por toda a beira-rio.

Mais música a seguir, que a noite ia ser longa e era preciso animar a malta… Uns dez minutos depois de acabado o fogo que iluminou o Douro e a ponte Luís I subia ao palco o Grupo Musical Albatroz. Não faltavam motivos para continuar a dançar e a sorrir e tentar levar a festa, esta festa que é única, até de manhã. E assim foi!

Retemperadas as forças, no dia de S. João, e já com um sol muito menos tímido, muitos rumaram de novo às margens do rio Douro, agora para assistir à tradicional Regata dos Barcos Rabelos, a 36.ª, organizada pela Confraria do Vinho do Porto. Foram, desta vez, 18 as embarcações que deram um colorido único ao Douro, lembrando tempos idos, num percurso entre o Cabedelo e a ponte Luís I.

Assim foi mais um S. João… E se há palavra que pode ilustrar o sentimento de todos os que saíram mais uma vez, ou pela primeira, à rua, ela só pode ser: sorriso. Para o ano há mais!