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Notícias 23 Out 2019 Método Ubuntu chegará às escolas de Gaia Gaia é o primeiro município da AMP a acolher este projeto
Ubuntu é uma filosofia de origem sul-africana, focada na valorização da interdependência e da solidariedade. Inspirado por estes valores, o projeto visa desenvolver e promover competências pessoais, sociais e cívicas dos participantes, contribuindo para a sua transformação em agentes de mudança ao serviço da comunidade e ajudando a construir uma sociedade mais justa e solidária. Desta forma, numa primeira fase, a iniciativa, apresentada a 23 de outubro no salão nobre dos Paços do Concelho por Rui Marques, do Instituto Padre António Vieira, irá ser implementada num conjunto específico de estabelecimentos de ensino do concelho, um dos principais pilares institucionais do território. O projeto, por sua vez, será desenvolvido em torno de três principais eixos: ética do cuidado, liderança servidora e construção de pontes.

O método Ubuntu assume o desenvolvimento de cinco competências centrais que estão na base do processo de crescimento humano: tornar-se pessoa. Num primeiro nível, são promovidas competências focadas no indivíduo (autoconhecimento, autoconfiança e resiliência) e num segundo nível, competências sociais e relacionais (empatia e serviço). Formar líderes servidores e construtores de pontes, promover uma ética do cuidado, transformar crenças, atitudes e comportamentos e restaurar a dignidade humana são os principais objetivos lançados e que serão alcançados através de uma educação não-formal e do recurso a ferramentas lúdico-pedagógicas, como reflexões, filmes, contos, músicas, textos e experiências.

Depois do sucesso já alcançado em várias escolas de Lisboa e da sua Área Metropolitana, o método chega, pela primeira vez, a Gaia, a primeira cidade a acolher este projeto fora da capital.  A iniciativa passará pela formação de professores e de outros educadores para a metodologia Ubuntu (em parceria com a ESE Paula Frassinetti) para gerar autonomia e capacidade de replicação e, posteriormente, pela capacitação dos estudantes em diversas escolas, entre secundárias e 1º ciclo. As atividades serão desenvolvidas ao longo de uma intensa semana, estando direcionadas para jovens estudantes com potencial de liderança nas escolas selecionadas para o programa que, nesta primeira fase, são: Escola Básica e Secundária de Canelas, Colégio Internato dos Carvalhos, Escola Secundária António Sérgio, Projeto Arco Maior, Escola Básica Dr. Costa Matos, Escola Básica Soares dos Reis, Colégio Nossa Senhora da Bonança, Colégio de Gaia, Escola Profissional do Infante, Escola Profissional de Gaia, Escola Básica Júlio Dinis, Escola Básica Anes de Cernache (Vilar de Andorinho) e Escola Básica de Vila d’Este. 

Para Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, "temos tido com o IPAV uma relação contínua que nos faz chegar agora aqui. É um trabalho articulado entre as duas instituições, estamos juntos há tempo suficiente para prosseguirmos e não ter projetos meramente voláteis”. Para o autarca, esta parceria "não se destina apenas às escolas, mas é emancipadora de novas elites, novas lideranças servidoras”. 
Entre 2019 e 2021, espera-se que o projeto chegue a dez escolas, dois ciclos de formações de educadores (cerca de cem educadores capacitados), mil estudantes envolvidos e cinco clubes Ubuntu criados. 

Metodologia Ubuntu por fases:
1 – Adesão: cada uma das escolas elegíveis decide se pretende aderir ao projeto. As restantes escolas podem manifestar o seu interesse em acolher o projeto e o IPAV compromete-se a procurar os recursos necessários para esse objetivo.
2 – Inscrição: envio de formulário online para recolha de informações.
3 – Capacitação: docentes e educadores mobilizados integram processo de formação (50 horas) acreditada pela ESEPF. Cada formador recebe o kit completo do método Ubuntu em formato digital (todos os planos de sessão, dinâmicas, interpretação de filmes, entre outros).
4 – Semana Ubuntu: realização da semana Ubuntu em cada escola, como formação prática da equipa de formação local. O IPAV disponibiliza uma equipa de animadores para apoio à equipa de formação da escola.
5 – Clubes Ubuntu: a escola cria o seu próprio clube com o intuito de manter a dinâmica Ubuntu através do desenvolvimento de um plano de ação de replicação do modelo de semana Ubuntu e de outras ações. Os estudantes que participam nas semanas Ubuntu integram o clube e assumem uma função de mentoria de pares.
6 – Follow up: o IPAV dará apoio, sempre que necessário, através de visitas periódicas aos clubes Ubuntu, partilha de materiais e promoção do intercâmbio entre clubes Ubuntu.

Confirmações e manifestação de interesse para: ubuntu.gaia@ipav.pt
Mais informações em: www.academialideresubuntu.org