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Notícias 31 Jul 2018 Gaia Todo um Mundo dedicado à cooperação para o desenvolvimento sustentável Conferências, debates, música, artes urbanas, performances e cinema fazem parte da programação
O Fórum Internacional Gaia Todo um Mundo regressa de 27 a 30 de Setembro, reunindo pelo segundo ano consecutivo, no centro histórico de Gaia, um conjunto de pensadores e criadores de mais de vinte nacionalidades para debater questões fundamentais para assegurarmos o futuro da Humanidade. Este ano, focado no tema "cooperação para o desenvolvimento sustentável”. Ao longo de quatro dias haverá conferências, debates, música, arte urbana, conversas informais, performances e exibições de cinema, bem como contadores de histórias e momentos de participação da comunidade. Será um momento de reflexão, mas sempre um convite à fruição da riqueza criativa da Humanidade. Uma demonstração de como Gaia é um cais ligado ao planeta.

A ideia 
O evento centra-se na ideia de que Gaia é um ponto de encontro para o Mundo, com participações internacionais e com capacidade de atração de diferentes públicos mas centrados na inquietação ambiental e de que também a "humanidade tem prazo de validade”. Será um momento que celebra a participação positiva e ativa de cada cidadão, como cidadão global, num acontecimento em ambiente de festa. 

O Fórum Internacional Gaia Todo um Mundo quer fomentar o desenvolvimento de uma sociedade civil mais ativa e consciente da sua responsabilidade na criação de um mundo mais equitativo e justo, centrado no desenvolvimento sustentável. 

As Nações Unidas lançaram em Março deste ano a «Década Internacional para a Ação: Água para o Desenvolvimento Sustentável (2018-2028)». Promover novas parcerias, melhorar a cooperação e fortalecer a capacidade de implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável são os principais objetivos desta iniciativa.

Fortemente ligado ao conceito de rotas, o Fórum Internacional irá, ao longo da sua programação, oferecer aos participantes diferentes rotas programáticas pelas ruas do Centro Histórico. Através dessas rotas será possível percorrer esta zona circulando pela rota dos pensadores, dos contadores de histórias, das artes visuais, da música e dos petiscos, entre outras.

O Fórum Internacional Gaia Todo um Mundo procurará partilhar conhecimento, colocar dúvidas e encontrar caminhos em áreas como a água, a agricultura ou o ambiente; enfim, descobrir o que já está a ser feito, que exemplos podemos seguir e de que forma todos podemos cooperar. 

O Gaia Todo um Mundo irá abordar esta temática concentrando-se em sete áreas programáticas, sendo elas o pensamento, as artes visuais, a música, o cinema, a performance, teatros e contos, além da rota gastronómica.



Pensamento
Dentro da área designada de pensamento, onde vivem as conferências, debates e até as conversas informais em diferentes espaços e convocando diferentes especialistas, todos são chamados a participar deste grande debate. Aqui serão discutidos assuntos como a precipitação e o futuro da agricultura, a água e a cooperação para o desenvolvimento sustentável, cá dentro e fora de portas. Para refletir sobre estas temáticas, o Fórum Internacional irá receber especialistas, mas também gente que saiu do anonimato porque fez a diferença. 

Destaque, entre outros, para o presidente do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS), Filipe Duarte Santos, o ex-presidente da ERSAR, Jaime Melo Baptista, o investigador Rui Godinho, da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas, Joaquim Poças Martins, secretário-geral do Conselho Nacional da Água, e Pedro Teiga, especialista em desenvolvimento sustentável e vice-presidente da Comissão Diretiva da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos, entre muitos outros. 

Do estrangeiro, destaque para os representantes ligados ao prémio nobel alternativo do ambiente, o Goldman Environmental Prize, com a presença – pela primeira vez em Portugal – de um dos seus diretores executivos. Mike Sutton representará este prémio atribuído todos os anos a pessoas dos seis continentes, explicando de que forma estão a "mudar o mundo”. Participará ainda, à semelhança da primeira edição, um dos laureados de 2018, que investigou, descobriu e denunciou a existência de níveis de chumbo seis vezes superior ao aceitável em água de torneira para consumo humano, obrigando os governos local e estadual do Michigan e o governo federal americano a agir e garantir que os moradores servidos pelo rio Flint tivessem acesso a água limpa.

Do estrangeiro contaremos, também, com a visão, ao nível da cooperação para o desenvolvimento sustentável, de países africanos de língua oficial portuguesa, bem como da associação onde têm assento todos os operadores e fornecedores de água para consumo público da europa, como é o caso das águas de Paris e das Águas de Milão, entre outros convidados. 

Numa lógica de que só há conhecimento, envolvimento e mudanças de paradigmas com recurso à troca de ideias e experiências, o Gaia Todo um Mundo inclui, para além dos debates, conversas e conferências, uma forte programação cultural. Para celebrar e debater sobre estas questões, apresenta intervenções a nível artístico, cruzando as artes visuais, a música, o cinema e as artes performativas. 



Artes Visuais
No âmbito das artes visuais, o ponto de partida da exposição «Não é ainda o mar» é o início de um poema de Eugénio de Andrade que se constitui como mote para as intervenções artísticas desenhadas ao longo de um percurso que corre paralelamente ao rio Douro, pontuado por diferentes intervenções, algumas efêmeras, outras com um desejo de inscrição no território. As obras de arte que serão apresentadas pretendem contribuir para uma reflexão acerca da importância da água enquanto elemento essencial para a vida coletiva. Os núcleos previstos para a exposição são: Casa dos Ferradores, Convento Corpus Christi, Casa-Museu Teixeira Lopes, Centro Interpretativo do Património da Afurada, Armazéns da Sogrape e três muros da cidade. A mostra contará com a participação de um número alargado de artistas, nacionais e internacionais, em que se destaca a participação do artista plástico Rigo23, uma mostra de pintura com a participação de Pedro Calapez entre outros, do coletivo belga Soil Collective (Ans Mertens, Rik Peeters, Remko Van der Auwera e Tom Hallet) e da dupla Nuno Barroso e Veronika Spierenburg que, entre outras questões, exploram o contexto das artes piscatórias.



Música
Na segunda edição do Gaia Todo Um Mundo, a música volta a assumir o papel da descoberta, em dois sentidos possíveis. Por um lado, a programação apresentada este ano volta a juntar nomes confirmados como valores emergentes da música nacional e internacional. Por outro, o festival continua a convidar o público a aventurar-se por locais menos conhecidos do Centro Histórico de Gaia, mostrando cantos e recantos da cidade e valorizando o seu património. Este ano estão já confirmados: um dos nomes maiores mais música folk norte-americana da última década, Joan Shelley; o poeta, romancista, músico e professor Anthony Joseph, o português Pedro Augusto, com o projeto «Live Low», que funde música electrónica com declarações de portugalidade, e Bombino, guitarrista e compositor tuaregue da região de Agadez, no Níger, cujo nome dispensa apresentações. 

Durante quatro dias, passarão por Gaia sonoridades que vão da folk à pop, passando pela música tuareg, electrónica, o jazz, a música do caribe e até por aqueles que misturam várias coordenadas geográficas num enorme caldeirão musical. Alguns dos artistas apresentam-se em Portugal pela primeira vez e em data exclusiva.



Cinema
O cinema ocupa, também, uma área de destaque na programação do evento. Com temática da água como foco, será exibida parte do documentário de Patricio Guzmán «O Botão de Nácar», durante os quatro dias. Nesta área, a água será encarada como parte da família, como elemento diário, com intimidade, sendo o mote para o programa de cinema que será apresentado em vários locais do Centro Histórico. A partir de um pequeno riacho, onde serão exibidas algumas primeiras imagens em movimento da cidade, até desaguar no rio Douro, com uma mostra de filmes que traz todas as possibilidades, oriundas de muitos afluentes. Nesta programação destaca-se o cine-concerto com o filme «Douro, Faina Fluvial», de Manoel de Oliveira, e o convite feito à cantora Ana Deus para realizar um trabalho vídeo sobre a temática. 



Performance
No âmbito da performance, destacam-se as criações site-specific de Mariana Amorim e o espetáculo «Assembleia», de Rui Catalão. Cada criação terá uma ligação directa com o contexto local, com as suas histórias, com o seu património, criando um projeto único de cada vez que é feito. 

Outras áreas programação
Durante o Fórum Internacional Gaia todo um Mundo decorrerá, ainda, o Encontro do Conto, com direção artística de Ricardo Alves e Ana Sofia Pereira. Neste âmbito serão realizadas sessões de contos nas escolas e no Centro Histórico, debates e o lançamento de um livro sobre a temática, que se apresentará em espetáculo dirigido ao público infantil.  

Será ainda apresentado um concerto coral com um Coro Gaia Todo um Mundo de Adultos e outro infantil. Este concerto levará o público a mergulhar no mais belo repertório inspirado na água e em como este elemento se estabelece como fundamental na cooperação, nomeadamente entre os países de língua oficial portuguesa.

Com o objetivo de refletir sobre algumas questões fundamentais à sustentabilidade do futuro mundial, o Fórum Internacional Gaia Todo um Mundo apresenta um leque de possibilidades de debate, fundindo intervenções artísticas com testemunhos de entidades relevantes na temática da cooperação para o Desenvolvimento Sustentável e permitindo sempre uma abertura à comunidade, apelando à participação ativa e positiva da comunidade nesta problemática.