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Notícias 08 Mar 2018 Gaia cria gabinete de apoio a vítimas de violência «Gaia Protege+» nasce de uma parceria com a Associação Projecto Criar
Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de Março), a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia apresentou o novo gabinete para apoio social, psicológico e jurídico às vítimas de maus tratos, violência doméstica e de género, abuso sexual e tráfico de seres humanos, sob a denominação de «Gaia Protege+». A apresentação foi feita no simpósio «Gaia Protege+: intervenção multidisciplinar com vítimas de violência», que se realizou no Auditório Municipal de Gaia.

O projeto nasce de uma parceria com a Associação Projecto Criar (APC), entidade que presta apoio a estas vítimas. A cooperação entre a autarquia e a associação fica limitada à área territorial do município, entrando em vigor já a partir deste mês. O município não terá qualquer encargo com o gabinete «Gaia Protege+», sendo os custos integralmente financiados pelo Fundo Social Europeu, através do projeto da responsabilidade da APC, JAVV – Justiça Adaptada às Vítimas de Violência. A implementação e desenvolvimento do trabalho serão da responsabilidade da APC, sendo que a supervisão dos casos sinalizados e a avaliação do trabalho desenvolvido competem às duas entidades.

Além do apoio às vítimas, este espaço irá promover, juntamente com o Município de Gaia, sessões de esclarecimento sobre cidadania, igualdade de género e violência doméstica, bem como difundir e divulgar, pelos mais variados meios, informação sobre o tema. O gabinete funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17h.
Ainda no simpósio, Ilda Afonso, diretora técnica do Centro de Atendimento e Acompanhamento a Mulheres Vítimas de Violência (P´ra ti) da UMAR, fez o balanço do protocolo firmado, em 2015, com a Câmara de Gaia, que cedeu à instituição três casas para acolher, transitoriamente, vítimas de violência doméstica. Para a responsável, "os resultados representam a vida concreta de pessoas e, por isso, não se trata de números mas da dignidade”. Desde setembro de 2015, foram acolhidas 12 famílias (12 mulheres e oito crianças e jovens), sendo que cinco autonomizaram-se. Neste momento, vivem nestes apartamentos sete famílias (sete mulheres e 3 crianças). Para Ilda Afonso, "através de protocolos de cedência de algumas unidades habitacionais, é possível implementar esta resposta, que gostaríamos de ver replicada por todo o país. Pela nossa experiência, recomendamos a sua gestão a partir das estruturas de atendimento, possibilitando que estas famílias usufruam de acompanhamento psicossocial e jurídico, caso o desejem”, concluiu.