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Notícias 25 Abr 2018 Gaia assinalou os 44 anos da «Revolução dos Cravos» Sessão solene teve lugar no salão nobre dos Paços do Concelho
"Estas comemorações dão-se num tempo auspicioso. Discute-se a descentralização como elemento estruturante do futuro do país, assumindo as potencialidades deste processo para melhorar a coesão territorial e valorizar as comunidades locais. Os acordos que forem feitos sobre este tema deixam caminho para um Portugal melhor”. Foi desta forma que Eduardo Vítor Rodrigues iniciou a sessão solene que assinalou os 44 anos do 25 de Abril de 1974, uma cerimónia que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho. O presidente da Câmara Municipal de Gaia aproveitou, ainda, para felicitar os dois jovens que assumiram as intervenções do 25 de Abril, em representação das escolas, desejando "que façam parte da necessária invasão cidadã de que os partidos muito precisam para se evitar que sejam tomadas por cliques de incapazes, que com a sua incapacidade desenham um país debilitado e com futuro difícil. Só a participação massiva de jovens em concreto e de cidadãos em geral é possível inverter a degradação da vida política e dos políticos de carreira partidária”, referiu.

João Pedro Vieira, do Agrupamento de Escolas de António Sérgio, e Alice Mota, do Agrupamento de Escolas Diogo de Macedo foram os protagonistas desta manhã. Para João Pedro, que se descreveu como um "recém-adulto”, foi um prazer falar sobre um tema que é tão distante mas tão presente ao mesmo tempo. "Distante porque 44 anos depois do 25 de Abril é impensável colocar-me na pele daqueles que foram vítimas do aparelho repressivo. Recente porque todos os anos e mesmo todos os dias nos lembramos com orgulho de todos os heróis que lutaram pela causa, tornando o país livre e democrático”, afirmou, deixando profundas palavras de gratidão a "todos aqueles que acompanharam Salgueiro Maia”. Para os jovens, o que significa liberdade? João Pedro Vieira respondeu. "Liberdade é um pilar essencial da democracia. É um conceito intrínseco à nossa existência. Já nascemos num país livre. Sentimos este conceito tão caro como um valor inalienável”.

"Enquanto nós estamos confortavelmente instalados, com os nossos rostos estavelmente relaxados, perante a nossa realidade aparentemente garantida, existiram pessoas que lutaram por uma realidade que queriam garantir. Enquanto nós egoisticamente olhamos para os nossos umbigos, existiram pessoas que lutaram grandemente pelas necessidades de todos. Por isso, mais do que qualquer memorial que possa ser erguido, mais do que qualquer cerimónia que poderá honrar pessoas com atos que louvamos, devemos levantarmo-nos destas cadeiras, onde confortavelmente nos sentamos, devemos levantar os olhos da nossa existência aparentemente garantida e começar a apreciar a liberdade que temos para sonhar, lutar, falar, chorar, ouvir”. Foi num discurso comovente e profundo que Alice Mota deixou a sua mensagem ao público presente.

A cerimónia contou ainda com a intervenção do presidente da Assembleia Municipal, Albino Almeida, e dos representantes dos partidos políticos.