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Notícias 23 Nov 2018 Gaia apresentou os diversos mosaicos climáticos locais Conferência decorreu no auditório da Gaiurb e contou com vários especialistas
Granjear e atrair o conhecimento científico em climatologia aplicada, acautelar as expectativas de qualidade de vida e bem-estar dos residentes, informar os utilizadores do espaço gaiense sobre os diversos mosaicos climáticos locais e avisar todos os atores locais para a necessidade de tornar Gaia um espaço mais resiliente aos riscos climáticos. Foram estes os principais objetivos que nortearam um trabalho aprofundado de conhecimento do puzzle microclimático gaiense, apresentado na conferência «O(s) clima(s) de Gaia», que decorreu a 23 de Novembro, no auditório da Gaiurb. Este projeto pretendeu aprofundar o conhecimento dos riscos climáticos, antecipando formas de adaptação às manifestações de mudança climática que se tem verificado através do aumento dos episódios de calor e frio extremo, de vento veloz ou de uma maior irregularidade na ocorrência de precipitação. Esta adaptação passa muito mais pela diminuição das vulnerabilidades à escala local do que pelo controlo do sistema climático. 
"O grau de preocupação dos gaienses com as alterações climáticas foi avaliado a partir de duas questões complementares, uma aferindo as consequências que estas podem ter na sociedade e uma outra aludindo às consequências que podem ter no respondente individualmente. Os resultados mostraram que, globalmente, os gaienses estão muito preocupados com as alterações climáticas, e em particular com as possíveis consequências na sociedade”, pode ler-se no livro apresentado na conferência por Ana Monteiro, da Universidade do Porto.
O conhecimento do puzzle microclimático gaiense é um elemento a considerar na tomada de decisão em áreas tão diversas como a dinamização de uma maior literacia climatológica, a segurança e defesa, a proteção civil, o planeamento e a realização de obras, a habitação, o licenciamento de atividades, a definição de espaços verdes e de mosaicos de água, a promoção da saúde e a prevenção da doença, entre outros. 
Além da apresentação de Ana Monteiro, a audiência conheceu alguns casos práticos pela voz do especialista em clima das cidades Gerald Mills, da Universidade de Dublin. Seguiu-se a intervenção de Helena Pereira, em nome da Gaiurb, sobre a estratégia municipal de adaptação às alterações climáticas, com algumas práticas que a autarquia tem desenvolvido no sentido de apostar no trabalho de prevenção. Na área da saúde e da prevenção da doença nos gaienses, foi imprescindível o testemunho de Bárbara Camarinha, em representação da Câmara Municipal de Gaia. Destaque ainda para Paulo Magalhães, da Universidade do Porto, que procurou partilhar alguns conselhos e dicas para tornar "a casa comum da Humanidade mais confortável” e "diminuir a pegada ecológica de Vila Nova de Gaia”. 
De salientar, por fim, que este projeto seguiu uma abordagem multiescalar, passando pela identificação das principais classes de conforto climático no município e incluindo uma análise a uma escala mais pormenorizada, concretizada em seis áreas: Centro Histórico, Avenida da República, Vila d’Este, zona industrial e de serviços de Canelas e Rechousa, centro urbano dos Carvalhos e ARU Aguda-Granja.