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Notícias 15 Jun 2017 Fórum Internacional «Gaia Todo um Mundo» debateu desenvolvimento sustentável e alterações climáticas Foram quatro dias, com 72 intervenções e mais de 230 convidados, oriundos dos cinco continentes
O Fórum Internacional «Gaia Todo um Mundo», que decorreu de 15 a 18 de Junho, nasceu com o objetivo de dar corpo à marca da cidade de Gaia e à sua assinatura como ideia universal- «Gaia Todo um Mundo». Com uma oferta da diversidade, discussão de ideias, criação e demonstração de uma Gaia de movimento cosmopolita, a iniciativa juntou pensamento, música, arte urbana, marionetas e dança, em torno da discussão do tema «Desenvolvimento Sustentável – Alterações Climáticas», ao longo do centro histórico de Gaia.
Segundo Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, "o objetivo passou pela criação de públicos, mas pretendíamos também que os autóctones, que carregam em si a parte identitária do território, fizessem parte do evento. Pretendíamos uma simbiose o mais perfeita possível entre o turismo e o contexto local”. 
O sírio Omar Souleyman, os portugueses Sensible Soccers, Bonga (Angola), Bitori (Cabo Verde) ou Sauda À Group (França) foram alguns dos artistas que passaram por Vila Nova de Gaia ao longo dos quatro dias. A estes juntaram-se nomes bem reconhecidos na área do pensamento, nomeadamente Filipe Duarte Santos (presidente do Conselho Nacional do Ambiente) ou Geoffrey Lean (o primeiro jornalista a escrever sobre a área ambiental). 



Já no campo da arte urbana, foi ainda possível assistir a intervenções de Andreco, Pastel, Isaac Cordal, Pascal Ferreira e Miguel Januário. 
A iniciativa esteve ainda fortemente ligada ao conceito de rotas: rota dos ativistas, rota das marionetas, rota dos petiscos, rota da arte pública, entre outras, para que o cidadão pudesse, durante os quatro dias, interagir com todo o festival enquanto circulava nas ruas envolventes ao ponto central do evento. 
Foram quatro dias de uma intensa programação, com 72 intervenções e mais de 230 convidados, oriundos dos cinco continentes.
Para Eduardo Vítor Rodrigues, pelos contributos recebidos ao longo destes dias, é "imperativo” que o debate sobre o meio ambiente se reedite em 2018. "Vila Nova de Gaia tem aqui uma responsabilidade simbólica, mas ao mesmo tempo histórica, pois foi daqui que partiu muita da influência que Portugal teve no mundo durante séculos, e estou a referir-me, concretamente, ao Infante D. Henrique”, frisou o autarca. E prosseguiu: "Sentimos a obrigação e ao mesmo tempo a vontade de participar num debate que, não sendo algo ao qual os cidadãos estão diariamente atentos, dado serem questões que não lhes tocam diariamente, tem de manter-se vivo sob pena de, em função do quotidiano, aligeirarem-se responsabilidades futuras”.