Política de Cookies

Este site utiliza Cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso. Saiba mais

Compreendi
Notícias 11 Set 2019 FIGaia 2019 já começou Serão mais de oitenta ações a pensar na sustentabilidade
O Fórum Internacional de Gaia – FIGaia 2019 já arrancou. Durante onze dias, o evento oferece um programa que integra conferências, debates, espetáculos, atividades para crianças e outras intervenções culturais. Tudo isto centrado nas ideias da Cooperação em Português, o tema central desta terceira edição. Com o objetivo de abordar as questões do desenvolvimento sustentável patentes nos pilares de desenvolvimento definidos da marca «Gaia, Todo um Mundo», o FIGaia procura ainda acompanhar os desafios e objetivos que são propostos pela Agenda 2030 das Nações Unidas.

Na área do Pensamento, um dos momentos altos será a primeira conferência europeia do prémio Goldman, com a sessão «Goldman Prize — 30 anos a mudar o mundo». Ali, estarão reunidos oradores de diferentes continentes e Michael Sutton, diretor executivo da Goldman, para debater o "prémio Nobel do Ambiente” que, ao completar trinta anos de existência, tem distinguido várias pessoas em todo o Mundo pelos esforços sustentados e significativos para proteger e melhorar o ambiente.

O evento arrancou com uma cerimónia na Biblioteca Municipal, com a presença de Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, Michael Sutton, Rui Marques, presidente do Instituto Padre António Vieira (IPAV), Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS) e Pimenta Machado, vice-presidente da APA (Associação Portuguesa do Ambiente).

A 14 de Setembro (10h, Biblioteca), outro momento de destaque: a conferência «E depois do conflito – A missão dos construtores de paz». Promovida pela Academia de Líderes Ubuntu – projeto IPAV com o apoio da Câmara de Gaia –, reunirá nomes como Ramos Horta, político e jurista, ex-presidente de Timor-Leste e atual presidente do Painel Independente de Alto Nível para as Operações de Paz da ONU; Osiris Ferreira, juiz do Supremo Tribunal da Guiné-Bissau e secretário da Comissão Organizadora da Conferência Nacional (COCN), nomeada pela Assembleia Nacional Popular com o mandato de preparar o processo de reconciliação nacional; e o sul-africano John Volmink, atual presidente da MIET Africa. Uma conferência que tem como objetivo abordar os processos de reconciliação em países que já viveram a experiência de justiça transicional, como África do Sul, Timor-Leste, Costa do Marfim, Irlanda e Reino Unido, e em países que estão a iniciar este processo, como Colômbia, Guiné-Bissau, e Tunísia.

No dia seguinte (15 de Setembro), os participantes no Ubuntu Fest chegam das delegações de vários países, com particular destaque para a CPLP, contando com um programa de atividades com forte interação com os jovens gaienses que decorrerá na escola secundária Almeida Garrett, entre as 10 e as 17 horas. O programa integra workshops Ubuntu «Viagens por todo o Mundo», que se destinam a desenvolver atividades relacionadas com os líderes de referência do projeto, como Nelson Mandela, Martin Luther King ou Malala. Uma conferência sobre «Vidas Ubuntu» reúne histórias de vida dos participantes, a partir das diferentes experiências de cada nacionalidade, mostrando a diversidade em simultâneo com a unidade da natureza humana.

Celebrar a língua portuguesa através de música do Mundo
A expressão da canção em português de outros continentes é uma das propostas do FIGaia 2019, com Tiganá Santana e Lura a interpretar sons tipicamente brasileiros e africanos, numa celebração das tradições musicais que unem os distintos povos do mundo lusófono. Mas há também destaques na programação que remetem para a década de 1990 em Portugal, com os Três Tristes Tigres a revisitar alguns dos temas mais icónicos, como «O Mundo a meus pés». Adolfo Luxúria Canibal, autor e músico português que ficou conhecido por ser fundador e membro dos Mão Morta, leva «Estilhaços» ao Auditório Municipal.

O FIGaia vai transformar, ainda, a garagem do Auditório Municipal num ponto de encontro para os amantes da música e das artes performativas mais fora da caixa. A grande aposta é o Baile Brega, onde todas as noites irão desfilar artistas que representam o melhor da cena underground e contracultural de vários países de língua oficial portuguesa, numa seleção de música, performance, dança, teatro, stand-up comedy, literatura, DJing, drag shows e videoarte.

Numa edição dedicada à língua portuguesa nas suas várias expressões, o FIGaia aposta no espetáculo «Ode Marítima», de Pedro Lamares, numa leitura integral do poema de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, a 12 de Setembro, pelas 21h30, no Auditório Municipal.

«Língua de Sal» e uma cidade que se vai tatuar de poesia
Considerando a poesia como expressão máxima da língua portuguesa, a publicação de «Língua de Sal – Antologia Mínima de 100 Poemas em Língua Portuguesa» será um dos elementos estruturantes do programa do FIGaia. Trata-se de um projeto que unirá países de língua oficial portuguesa num livro com uma perspetiva singular sobre a poesia em português, mas que será também vertido sobre as ruas de Gaia através da iniciativa «Tatuar a cidade», que levará as palavras dos poetas aos locais mais improváveis da cidade. Este projeto nasceu da vontade de incentivar a leitura da poesia, levando 100 poemas a 100 lugares diferentes, escolhidos para mostrar como um simples verso pode mudar a experiência nos espaços quotidianos.

Realidade aumentada num fórum multidisciplinar que tem como mote a palavra
Em Setembro, as ruas de Gaia vestem-se de palavras que ganham corpo através da realidade aumentada. O FIGaia torna a poesia visual e constrói uma identidade gráfica para expressar a Cooperação em Português. Mupis, outdoors, cartazes, quiosques, postais, jornais e sinalética dão acesso a experiências em realidade aumentada que podem ser "consumidas” por todos quantos acedam à app Gaia RA. Tendo como mote a palavra, a identidade gráfica criada para a edição do Fórum Internacional de Gaia anima visualmente quer a poesia, quer a palavra escrita, através da criação de uma APP que permite ver, em tempo real, o conteúdo 3D interativo.

Conheça mais aprofundadamente a programação em: www.figaia.pt