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Notícias 01 Jul 2019 Estação Litoral da Aguda: há 20 anos a mostrar o fundo do mar Ao longo das duas décadas, a ELA esteve sempre aberta (incluindo feriados e domingos)
A 1 de Julho de 1999, a Estação Litoral da Aguda, em Vila Nova de Gaia, abria as suas portas ao público, com a ajuda de um alemão que se apaixonou por uma praia repleta de barcos, pescadores e muitas histórias para contar. A Aguda conquistou o coração de Mike Weber e, decorridos 20 anos desde a abertura deste espaço, a paixão permanece igual. Prova disso é que, ao longo destas últimas duas décadas, a ELA nunca fechou as suas portas, nem aos domingos e feriados.

Na cerimónia de comemoração do 20º aniversário, foi lançado o novo guia da Estação Litoral da Aguda, da autoria de Mike Weber, uma obra que reúne toda a informação relevante sobre a ELA em três línguas. Apresenta o Museu das Pescas, o Aquário e o Departamento de Educação e Investigação, bem como as iniciativas de conservação da natureza e outras atividades. Faz, ainda, referência a dois projetos em que a ELA vai estar envolvida nos próximos anos, nomeadamente o «Portinho da Praia da Aguda» e o «Centro de Mergulho e Talassoterapia da Aguda».

O espaço já foi visitado por 400 mil pessoas, tendo sido já desenvolvidos dez programas de educação ambiental para todos os níveis pedagógicos e todas as classes etárias. Relativamente ao ensino superior, vinte gerações de alunos do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) tiveram aulas na ELA e foram orientadas dez teses de mestrado e dois doutoramentos.

A ELA integra um Museu das Pescas, um espaço que exibe equipamento antigo e recente, um aquário que mostra a fauna e a flora aquáticas locais, sobretudo marinhas, e um Departamento de Educação e Investigação dedicado à biologia e ecologia marinhas, aquacultura e pesca artesanal.

Desde 2006, a Estação Litoral da Aguda está envolvida na investigação científica sobre o lavagante europeu, um projeto de marcação, recaptura e cultivo, a longo prazo. Até ao momento, foram lançados 400 lavagantes marcados ao mar e a taxa de recaptura atingiu os 10%, dados que servem para calcular o crescimento em ambiente natural.

Paralelamente, foram publicados 28 livros, dezenas de artigos em revistas nacionais e internacionais, e vários materiais de divulgação.

Em 2013, a ELA deixou de ser gerida pela Fundação ELA e passou para alçada da empresa municipal Águas de Gaia, que este ano celebra, também, vinte anos de existência.