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Notícias 19 Nov 2018 Emigrantes são porta de entrada de Portugal no Mundo Conferência sobre «Turismo da Saudade» reuniu especialistas de várias áreas
O que é o turismo da saudade? Quais são os benefícios para o país e para as regiões do norte e do centro – naturalidade de grande parte dos portugueses que parte? Onde está a comunidade portuguesa no Mundo? Que cidadãos globais olham para Portugal como uma porta de entrada para uma nova vida? A 15 de Novembro, estas questões foram respondidas, no Auditório Municipal de Gaia, com a conferência «Turismo da Saudade», promovida pelo Jornal de Notícias, com o apoio da Câmara Municipal de Gaia.
A iniciativa contou, desde logo, com a presença do presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves. A empresa tem reforçado a sua aposta nos mercados de emigração, precisamente para responder a estes apelos. Neste sentido, a importância dos EUA no negócio da TAP triplicou em três anos, sendo, hoje, um mercado prioritário. Também o Porto é considerado uma "casa importantíssima” para a TAP e, por esse motivo, o presidente executivo da TAP anunciou o reforço, em 2019, da ponte aérea, apenas com aviões a jato. Para melhorar a pontualidade, Antonoaldo Neves disse, ainda, que é essencial investir nas infraestruturas, ou seja, nos aeroportos. "Uma companhia aérea deve ter menos de 1% de voos cancelados e em Abril tivemos cerca de 5%. Está decretado o fim dos cancelamentos da TAP”, assegurou o gestor. 
Para Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, "o mercado da saudade tem uma importância económica e cultural enorme para muitos países como Itália, Espanha, Irlanda e, também, Portugal. É um mecanismo natural de internacionalização, como o demonstram a forte internacionalização da gastronomia italiana ou o peso das importações de bacalhau no Brasil. Mas é também um mercado que representa um fluxo turístico muito fidelizado e, por isso, mais consistente e mais imune às variações de procura. Portugal, e as enormes comunidades portuguesas no mundo, têm, por isso, de privilegiar a proximidade, e penso que temos conseguido fazê-lo ao longo das últimas décadas de forma consistente e digna”. Contudo, na opinião do autarca, "estamos ainda longe de realizar todo o potencial que este universo de portugueses espalhados pelo Mundo, e dos seus descendentes, representa”, concluiu. 
Depois das apresentações, seguiu-se um debate, moderado pelo jornalista Pedro Ivo Carvalho, com a presença de José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades; José Lopes, diretor-geral da Easyjet Portugal; João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve; e Paulo Pereira, administrador da Agribéria, maior empresa fornecedora de produtos portugueses em França. Para José Luís Carneiro, os emigrantes "são a primeira força de expressão do país no Mundo (…) são o primeiro alicerce de internacionalização do país e são essenciais ao investimento”.  É, por isso, fundamental ter uma rede capaz de responder a esta força. O secretário de Estado avançou, ainda, que em 2019 haverá o primeiro encontro das redes de portugueses na diáspora, incluindo as câmaras de comércio, os lusoeleitos e o movimento associativo.