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Notícias 15 Fev 2017 Conheça melhor a nova linha Santo Ovídio – Vila d’Este A extensão da linha amarela custará 106 milhões de euros e deverá estar pronta em 2021

Anunciada no dia 7 de Fevereiro pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, a extensão da linha amarela de Santo Ovídio até Vila d’Este vai mesmo avançar, com a inclusão de mais três estações (Manuel Leão, Hospital Santos Silva e Vila d’Este), num total de 3,13 quilómetros (2,010 metros à superfície e 1,121 metros enterrados).
A frequência de veículos duplos será de 12 por hora, sendo que o percurso de Santo Ovídio até Vila d’Este durará cerca de seis minutos. À estação do Hospital Santos Silva juntar-se-á um parque de estacionamento, ao passo que a estação Manuel Leão será subterrânea e a de Vila d’Este terá um cais único. Com um custo de 106 milhões de euros, a extensão deverá estar concluída em 2021.
Será, ainda, construído um parque de materiais para guardar veículos em Vilar de Andorinho, sendo que o único que existe no momento localiza-se em Guifões. Com uma capacidade máxima para vinte veículos, este parque permitirá minimizar os quilómetros percorridos só para voltar à recolha, tendo ainda uma estação de serviço com máquina de lavar e um edifício de apoio.
A linha foi oficialmente apresentada por Jorge Delgado, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, no dia 15 de Fevereiro, nos Paços do Concelho, na presença de uma audiência que procurou esclarecer algumas dúvidas acerca deste projeto. Para a Metro do Porto, com a extensão da linha amarela serão abrangidas cerca de 5 a 6 mil clientes por dia. Quanto à nova linha de Gaia que unirá a Casa da Música às Devesas (uma das três que a Metro do Porto se comprometeu a estudar), Jorge Delgado já levantou um pouco do véu, garantindo que a futura estação da Casa da Música já estará preparada para englobar esta nova linha de Gaia.
Para Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, este é o "início de um modelo em rede que vai permitir ligar ou religar territórios que, por várias razões, ficaram bloqueados, ou que, pelo crescimento demográfico, foram sendo atrofiados do ponto de vista da mobilidade”. O autarca não escondeu a sua felicidade por perceber que a expansão da linha amarela "responde a todos os critérios de sustentabilidade”, sendo "uma opção inevitável porque serve quer um hospital central a sul do Douro, quer uma zona onde habitam mais de 15 mil pessoas” (Vila d’Este).
Numa atuação complementar à Metro do Porto, foi ainda planeada a criação de parques de estacionamento, "alguns deles que gostávamos que viessem a ser geridos numa lógica de estacionamento integrado com a bilhética Andante, um pouco à imagem do que acontece com o parque de estacionamento do Dragão”, referiu o autarca. Neste sentido, o Município de Gaia está empenhado num progressivo processo de alargamento da bilhética Andante a todo o concelho, tendo consciência de que este procedimento deve ser feito de forma evolutiva, acautelando os custos e as perdas, sobretudo dos operadores privados, mas sabendo também que esta é a única forma de evoluir para um modelo mais moderno, tal como salientou Eduardo Vítor Rodrigues, para quem a questão da mobilidade em Vila Nova de Gaia vai além da extensão da linha do metro. "No âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), tivemos a opção de valorizar, em Gaia, um conjunto de infraestruturas de mobilidade inteligente, nomeadamente ao nível da mobilidade leve, com ciclovias em zonas específicas, como a orla ribeirinha, mas também no sentido de compensar zonas onde não é possível fazer chegar o metro, criando alternativas que sejam compatíveis com a oferta de transporte público operado por empresas privadas, como por exemplo o metrobus, uma modalidade que acredito que, brevemente, fará parte do nosso planeamento urbano”, assegurou.

Principais datas
Processo de Concurso para o Projeto – Março 2017 / Junho 2017 (4 meses)
Elaboração do Projeto – Junho 2017 / Abril 2018 (10 meses)
Processo de Concurso da Empreitada – Abril 2018 / Dezembro 2018 (9 meses)
Prazo de Execução da Obra – Janeiro 2019 / Janeiro 2021 (24 meses)

Investimento
Estudos, projetos e fiscalização da construção – 8M€
Construção (incluindo expropriações) – 98 M€
Valor global do investimento – 106 M€