Política de Cookies

Este site utiliza Cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso. Saiba mais

Compreendi
Notícias 02 Fev 2018 Câmara de Gaia vota compra de parte da antiga Cerâmica das Devesas Autarquia quer instalar no terreno um museu sobre a história da cidade
Ao adquirir um dos núcleos da antiga Cerâmica das Devesas, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia pretende instalar naquele local um museu sobre a história da cidade (com sala de conferências), bem como um parque de estacionamento público, subterrâneo, com capacidade para seiscentos lugares. Esta decisão irá a votação na próxima reunião de Câmara, marcada para 5 de Fevereiro, seguindo-se nova discussão a 26 de Fevereiro em Assembleia Municipal. A compra terá depois de aguardar pelo visto do Tribunal de Contas, esperando-se que a assinatura do contrato ocorra em abril ou maio deste ano. Seguir-se-á um concurso de ideias com convite a arquitetos de renome, devendo estar concluído no outono.



O negócio será feito com capitais próprios do Município, sem recurso a crédito, no valor de 2,5 milhões de euros. Para Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal, o objetivo passa por extinguir a urbanização prevista para o local – um projeto de 2010 desenhado pelo arquiteto Joaquim Massena que previa a construção de 137 frações habitacionais, somando-se comércio e outros equipamentos –, bem como concretizar a requalificação urbanística para espaço público e de lazer. Com este novo projeto, "queremos começar a coser o território; faltava-nos um núcleo que compilasse a nossa história coletiva e, desta forma, deixamos de ver aqui nascer uma urbanização que criaria um impacto muito grande na zona. De alguma forma, estamos a estender a centralidade de Vila Nova de Gaia”, esclareceu o presidente.
O terreno a adquirir pela autarquia tem uma área total de 13.500 metros quadrados, ficando de fora outra área, com cerca de 3.000 metros quadrados, que albergava os fornos da antiga cerâmica. De referir, ainda, que os painéis de azulejos que compõem o muro que circunda as atuais ruínas do terreno já estão classificados e serão preservados. 
Decorridas mais de duas décadas desde que a fábrica cessou funções, do interior do terreno localizado junto à estação de comboios das Devesas já pouco resta.