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Notícias 20 Jan 2018 CALE-se volta a colocar Gaia na rota do teatro nacional Sessão de abertura contou com a presença da atriz Eunice Muñoz
Depois de um ano de interregno, devido às obras de requalificação do Auditório Municipal de Gaia, o CALE-se volta a colocar Gaia na rota do teatro nacional. Até 24 de Março, aos sábados, oito companhias portuguesas e uma espanhola (além do organizador, o Cale Estúdio Teatro) proporcionarão dez apresentações, oito das quais a competição. A sessão de abertura decorreu no dia 20 de Janeiro, com a presença de Eunice Muñoz, patrono do CALE-se 2018, que se mostrou ansiosa para ver o trabalho destes artistas amadores. "É sempre muito bom para nós, enquanto profissionais, poder admirar estes grupos que trabalham, normalmente, com muito sacrifício, deixando o seu próprio descanso. É mesmo amor e isso deixa-me muito comovida porque diz respeito àquilo que foi toda a minha vida”, partilhou a atriz.

Seguiu-se a apresentação da peça «A Infinitude do Universo», com o Loucomotiva (Grupo de Teatro de Taveiro – Coimbra). Trata-se de uma abordagem a uma sociedade e a um futuro que vai ao encontro do que dizia Einstein: «só duas coisas são infinitas – a estupidez humana e o Universo, e não estou certo em relação ao Universo».

Organizado pelo Cale Estúdio Teatro, este é o único festival internacional de teatro realizado em Portugal, com caráter competitivo, ao qual podem concorrer todos os grupos de teatro não-profissional portugueses, da União Europeia e dos países de língua oficial portuguesa. 



Programação detalhada
27 de Janeiro - «Violeta» (Cerrado por Obra – Sevilha)
Tomaram as suas casas, os seus corpos, a sua liberdade.  
Mas elas tomaram as pinturas de guerra, as ruas, os teatros. 
E escutamo-las. 
Violeta é uma e todas. 
Nós tomamos as suas histórias, admiramos a sua luta, proclamamos a sua intenção.  
Retiramo-las da sua época. Levamo-las até à representação, percorrendo a obra com formatos intemporais para fazer-nos ver que o delito não tem idade e que a dor guarda memória. 
A "Celestina” (Fernando de Rojas), "Carmen” (Bizet), "A vida é um sonho” (Calderón de la Barca) e "D. Juan Tenorio” (Zorrilla) fazem de trampolim cénico de histórias que pedem escuta. 
O violeta é a nossa cor, mas é também o nosso nome.

Autor: Compilação de textos de Fernando de Rojas, Bizet, Calderón de la Barca e Zorrilla 
Encenação: José Manuel Lozano 
Elenco:  
Fátima Chamorro- Melibea; Lillas Pastia; Dancaire; Basilio; Doña Ines 
Inmaculada Díaz – Melibea; Zuñiga; Segismundo; Brigida 
Tamara Moreno – Melibea; Carmen; Basilio; Don Juan 
Paula Domínguez – Melibea; Mercedes; Frasquita; Segismundo; Don Juan 
Cenografia e Figurinos: Cerrado por Obra 
Design Gráfico: Inmaculada Díaz e Paula Domínguez 
Fotografia: David H. e Cerrado por Obra 
Vídeo: Manuel Leandro 

60 MINUTOS | TEATRO SOCIAL | M/12 


3 Fevereiro - km 0 (Ajidanha - Associação de Juventude de Idanha-a-Nova e TAP - Teatro Amador de Pombal) em substituição da peça "O Anexo", previamente agendada.
O Km 0 é o ponto de partida ou o ponto de chegada?
A fronteira não é apenas o limite simbólico do território duma comunidade unida por elementos comuns, em oposição ao outro, mas um espaço de encontros, de influências, de relações e de cumplicidades.

Actores: Carla Sofia, Cristina David, Gabriel Bonifácio, Humberto Pinto,
Joana Eduarda, Pedro Grácio e Rui Pinheiro
Encenação: Rui M. Silva
Dramaturgia: Ajidanha e TAP
Desenho de luz: João Alegrete
Cenografia: Gustavo Medeiros
Cartaz e Vídeo: Paulo Vinhas Moreira
Operação Técnica: João Alegrete e Paulo Vaz
Apoio Técnico: Bruno Esteves e Paulo Vaz
Dossier de Itinerância - Carlos Mohedano
Produção: Ajidanha e TAP – Teatro Amador de Pombal
Agradecimentos: Andreia Oliveira, António Cabanas (escritor), Edgar
Beringuilho, Elisabete Gomes, Fernanda Ramos, Fernanda Raposo, Isaías
Antunes (ex-contrabandista), Jorge Jóia, Maria Helena Batista, Moisés
Gaspar (ex-contrabandista), Rita Leitão e Sara de Castro.


10 Fevereiro - «A Mansão» (TaCCO – Teatro Amador do Círculo Católico dos Operários)
Olívia, uma viúva rica e influente, pretende casar rapidamente a sua única filha. 
Entretanto, a sua meia-irmã, o seu advogado, o casal de criados metediços e o pretendente vigarista, pretendem meter a mão na sua fortuna. 
Não será assim tão fácil! 
Há contornos inesperados que tornam esta história uma grande confusão. 
Uma comédia cheia de peripécias e de personagens hilariantes. 

Autor: André Domicciano 
Encenação: Afonso Carvalho 
Adaptação: TaCCO 
Elenco:  
Helena Santos - Olívia de Gusmão 
Bárbara José - Ivone de Gusmão 
António Ramalho – Marco 
Vítor Rebelo – Paulo; Carolina Flores – Camila 
Afonso Carvalho – Tone 
Ana Almeida – Maria 
Luís Almeida – Sebastião 
Domingos Almeida - Bartolomeu de Gusmão 
Paula Ramos – Elisa 
Afonso Ferreira - Dr. Mário Silva 
Luz e Som: Óscar Silva e Marta Oliveira 
Cenografia: Domingos Almeida 
Figurinos e maquilhagem: Daniela Carvalho 
Comunicação: Teresa Sá 
Grafismo: António Pinto 
Produção: TaCCO 

90 MINUTOS | COMÉDIA | M12 

17 Fevereiro - «Lusíadas?» (Teatro Amador de Pombal)
Os Lusíadas, a grandiosa obra épica que relata os feitos heroicos dos Portugueses.  Vale sempre a pena relembrar as imortais palavras de Luís Vaz de Camões:  "As armas e os barões assinalados,  Que da ocidental praia Lusitana,  Por mares nunca de antes navegados,  Passaram ainda além da Taprobana,  Em perigos e guerras esforçados,  Mais do…” … hum… se calhar… isto é um pouco aborrecido!... 

Luís "Vaz de" Catarro 

Autor: adaptação livre de "Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões 
Encenação: Luís "Vaz de” Catarro Assistente de encenação: Joana "Vaz de” Ferreira  Elenco: Carla "Vaz de” Ribeiro - Marte, Inês de Castro, Dama Inglesa; Daniela "Vaz de” Gaspar - Neptuno, Rei de Melinde 
Gabriel "Vaz de” Bonifácio - Narrador, Vasco da Gama 
Humberto "Vaz de” Pinto - Narrador, Paulo da Gama, Adamastor  
Patrícia "Vaz de” Rolo - Júpiter, Rei de Mumbaça 
Patrícia "Vaz de” Valente - Vénus, Dama Inglesa  
Paulo "Vaz de” Rodrigues - Baco, Rei D. Pedro, Velho do Restelo, Tétis Figurinos: Elsa "Vaz de” Silva Desenho de Luz: João "Vaz de” Alegrete Cenografia: Gabriel "Vaz de" Bonifácio, Gustavo "Vaz de" Medeiros, Joana "Vaz de” Ferreira e Luís "Vaz de” Catarro Produção: Joana "Vaz de” Mendes Agradecimentos: João "Vaz de” Batista (Efeitos d'Esboço), Luís "Vaz de” Portela (Redibrinde), Luís "Vaz de” Camões e os Portugueses em geral  

50 MINUTOS | COMÉDIA | M/6 


24 Fevereiro - «Blacklight MC» (Teatro Vitrine – Fafe)
Blacklight MC é uma sombra do promissor e bem sucedido rapper de outrora. 
Atualmente, toxicodependente e homicida, vive, por um lado, as problemáticas inerentes à sua condição de dependente químico, e, por outro, as de um jovem amargurado pelas diversas armadilhas que a vida insiste em colocar no seu caminho. 
No seu pensamento, Alice, a eterna amada com quem Blacklight sonha. 
Na sua vivência diária, Big B, o inseparável amigo, moribundo, com quem compartilha dúvidas e certezas, alegrias e tristezas... 

Texto premiado com o Grande Prémio Inatel/Teatro – Novos Textos, Blacklight MC é uma drama que visa alertar consciências para as diversas consequências que a utilização das drogas pode trazer para a vida dos jovens em geral.

Autor: Paulo Castro de Oliveira e Rui Damas 
Encenação: Orlando Alves 
Elenco: Rui Rodrigues - Blacklight MC 
Elisa Freitas – Bailarina 
Cenografia: Orlando Alves 
Figurinos: Teatro Vitrine 
Desenho e operação de luz: Gilberto Magalhães 
Desenho e operação de som: Filipe Neves 
Caracterização: Maria José Leite 

60 MINUTOS | DRAMA | M/16

3 Março - «Alface para 10 vozes» (Theatron – Associação Cultural – Montemor-o-Novo) | Extra-Concurso
"Avô, desta é que morres?  
Acho que sim.  
E é coisa para quanto tempo?  
Temos tempo, prometeu ele.”  

As 10 vozes desta peça são João Carlos Alfacinha e usam as palavras exatas com que ele descreve as memórias da sua cidadezinha de província, as proezas sexuais do avô e ensinamentos que ficam para uma vida. 

Encenação e Dramaturgia: Paulo Quedas  
Elenco: Beatriz Casa Branca Santos; Bernardo Xavier; Carlota Lloret; Carolina Claro; Filipe Armas, Iara; Inês Cruz; João Mocinho; Margarida Macedo; Matilde Salgueiro; Pedro Brandão Mira  
Luz: Tiago Coelho  
Produção: Bernardo Xavier; Todinha Santos  
Apoios: O Espaço do Tempo  
Agradecimentos: Victor Guita; Oficinas do Convento 

70 MINUTOS | COMÉDIA/DRAMA | M/12 

10 Março - «3 Graças & 6 Sentidos» (Teatro Contra-Senso – Lisboa)
3 Graças & 6 Sentidos é um thriller teatral que encerra a intenção de provocar o público, expondo-o a questões tabu que perturbam a sociedade. A promiscuidade sexual, as doenças sexualmente transmissíveis, a bissexualidade, a violência doméstica, o crime, o tráfico de droga, o vício, o roubo de órgãos e a morte são alguns dos motes desta peça, despidos de ilusões e postos a nu, sem artifícios... crus e horripilantes...  

Esta é a história de 3 irmãs – Eufrosina, Aglaia e Tália – das suas vidas e vicissitudes. É uma peça intemporal em que as personagens podem ser adaptadas a qualquer época, espaço, tempo...  
O ambiente criado é de extrema elegância – a alta sociedade retratada nas suas variadas formas de expressão: as confidências e as existências obscuras, muito dinheiro e muito tráfico, meninas da noite e senhoras de dia...  
Para além da ação principal que cerca as Três Graças, uma trama secundária: um gang liderado por uma mulher de traços masculinos recria os meandros do submundo do tráfico de droga. 
Em simultâneo, o roubo de órgãos vai abalar as relações entre as três irmãs. Quem será o responsável por tamanha perversidade?  
Questões tabu são postas em cena numa interação com o público que não será deixado impávido e sereno, somente a assistir. Temas atuais e incómodos são impostos ao público, de tal forma que o sexto sentido prevalecerá. O sexto sentido será a capacidade subliminar de descobrir a verdade na mentira... 

Autoria e Encenação: Miguel Mestre 
Elenco: Eufrosina - Marlene Fonseca; Aglaia - Sandra Mestre; Talia - Marina de Oliveira; Oliver - André Santos; Consuelo – Bruna Antunes; Rómulo – Alexandre Silva; Atila – Miguel Lambertini; Poison – Neide Semedo  
Selecção musical e operação de som: Sebastião Alves  
Desenho e operação de luz: Nuno Pereira  
Figurinos: Miguel Mestre 
Cenografia: Miguel Mestre 
Caracterização: Diva Mestre  
Fotografia: Lucie Lu  

90 MINUTOS | THRILLER | M/16 

17 Março - «A Casa de Bernarda Alba» (Teatro Independente de Loures)
Com um clima extraordinariamente caracterizado, esta peça de Federico Garcia Lorca, é a história do drama de um celibato forçado, numa aldeia de Espanha onde os homens escasseiam.  
Bernarda Alba e suas filhas, enlouquecidas de solidão, tragicamente possuídas de amor por Pepe Romano, são personagens inesquecíveis, tristemente exuberantes no seu desejo frustrado onde a vida é uma 
luta constante contra preconceitos e castas.

Autor: Federico Garcia Lorca 
Encenação: Filipe Mateus Lopes e Luís Paniàgua Féteiro 
Elenco:  
Ana Raquel Gonçalves - Martírio 
Ana Sofia Cerqueira - Madalena 
Anaísa Carolina Ferreira - Criada 
Catarina Monteiro Marques - Angústias 
Helena Mourão Guerreiro - Maria Josefa (mãe) 
Izabela Matias Lemes - Amélia 
Maria Cristina Lomba - La Poncia 
Mariana Mateus Lopes - Adela 
Tânia Mendes Botas - Bernarda 
Cenografia: Carlos Alberto Machado e Filipe Mateus Lopes 
Figurinos: Ana Raquel Gonçalves e Catarina Monteiro Marques 
Costureira: Lurdes Silva 
Desenho de luz: Luis Paniàgua Féteiro e Telmo Alexandre Santos 
Operação de som e luz: Filipe Mateus Lopes e Luis Paniàgua Féteiro 
Sonoplastia: Luís Paniágua Féteiro 
Caracterização: Clara Paniàgua Féteiro e Vanda Borges Ferreira 
Design Gráfico/Fotografia: Filipe Mateus Lopes e Telmo Alexandre Santos 
Produção Executiva: TIL 

80 MINUTOS | DRAMA | M/12  

24 Março - «Como estamos de amores?» (Cale Estúdio Teatro) | Extra-Concurso
Comédia para um casal. O texto mostra o fim de um casamento. 
Alberto conhece Laura num bar onde ela era empregada. Os dois envolvem-se e Laura acaba por ir morar com Alberto. Assim começa uma relação que carece de romantismo. Alberto é um cínico. Laura uma sonhadora.  
Mas os dois têm algo em comum: são duas pessoas solitárias que se acomodaram numa relação onde os jogos de agressão são uma constante e os dois preferem culpar sempre o outro, em vez de tentar mudar alguma coisa por iniciativa própria. 
A pergunta é: para quê continuar casado? E a resposta parece ser: pior é a possibilidade de terminar só.
Esta é uma peça que fala de relacionamentos. Mas, apesar do humor ácido que, por vezes, parece cético, acredito que a principal mensagem deste texto seja que é preciso amar. 
No entanto, para que qualquer relação tenha futuro, ela deverá ser construída sobre bases sólidas, sobre verdades. 
E, no caso dos personagens desta trama, a verdade foi ocultada desde o início. Depois, o que ficou foram as acusações. E agredir não é exatamente a melhor forma de sermos sinceros,
defendermos, levantando mais barreiras que nos deixam longe de revelar a verdade de nossa alma. 
Espero, sobretudo, que vocês possam rir desses personagens patéticos que, apesar de necessitarem desesperadamente do amor um do outro, não aprenderam a pedir e, muito menos, a se entregar.  
(Emílio Boechat) 

Autor: Emílio Boechat 
Título original: É impossível ser feliz sozinho 
Adaptação: Cale Estúdio Teatro 
Encenação: António d’Alegria 
Elenco: Laura - Graça Russo; Alberto - Cândido Xavier 
Cenografia: Cândido Xavier 
Figurinos: Graça Russo 
Desenho de luz: Carlos Gonçalves 
Sonoplastia: Cândido Xavier 
Operação de luz e som: Carlos Gonçalves 
Produção: Cale Estúdio Teatro 

50 MINUTOS | COMÉDIA | M/12