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Notícias 07 Abr 2018 A obra poética de Cruzeiro Seixas Momento contou com a presença de Valter Hugo Mãe e António Gonçalves
 
"Quando faço poesia pinto, e ao pintar faço poesia”. Esta é uma confissão de Cruzeiro Seixas e um mote para a conversa sobre a sua obra poética que decorreu no dia 7 de Abril, na Casa Museu Teixeira Lopes/Galerias Diogo de Macedo, no âmbito da sua exposição retrospetiva. «E de súbito o silêncio toma-nos», com a presença de Valter Hugo Mãe e António Gonçalves.

Apesar de ser, sobretudo, reconhecido pela sua obra pictórica, Cruzeiro Seixas desenvolveu igualmente uma notável obra poética. Uma abordagem ao génio criativo de Seixas não ficaria completa sem uma reflexão sobre a relação entre as duas linguagens artísticas e a interação na sua obra.


Assim, Valter Hugo Mãe, aclamado escritor, vencedor do Prémio José Saramago 2007, mas também artista plástico, cantor e editor, esteve à conversa com António Gonçalves, Diretor Artístico da Fundação Cupertino de Miranda, à qual Cruzeiro Seixas deixou parte do seu acervo, e de onde foram selecionadas as obras que compõem esta exposição retrospetiva.

O público foi chamado a participar nesta conversa, mediada por dois grandes especialistas, na busca de novas formas de olhar a obra de Cruzeiro Seixas, para a conhecer e compreender melhor. Num momento intimista, Valter Hugo Mãe não escondeu a sua admiração pela obra poética de Cruzeiro Seixas. "Ele traduz na poesia aquilo que nós queremos ver nas telas. Para Cruzeiro Seixas, tudo é uma entidade, tudo é orgânico e tudo tem uma espécie de dimensão animal”, afirmou, fazendo alusão a alguns trabalhos expostos na sala. António Gonçalves, por sua vez, partilhou com o público alguns episódios da vida do artista, onde a poesia estava sempre presente. "Eram raras as conversas com Mário Cesariny, por exemplo, que não fossem intervaladas com um poema. Transformava-se num momento mágico. Não conseguimos olhar para nenhum destes trabalhos sem lhes sentirmos esse pendor, essa forma e a intenção de um arranjo poético”, disse.

Para Paula Carvalhal, vereadora da cultura da Câmara Municipal de Gaia, esta mostra é "um momento muito importante para Gaia”. "É o início de um ciclo de exposições e de contacto com a população dos grandes mestres portugueses. Essa é a missão da Casa-Museu Teixeira Lopes e das Galerias Diogo de Macedo: partilhar com todos os gaienses as obras dos artistas que mais representatividade têm nos dias de hoje em Portugal”, concluiu. A exposição estará patente até ao dia 27 de Abril.