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Eventos 09 Jun a 03 Ago 2018 Obra Gráfica - Serigrafias no Atelier, 1980-1991 Casa-Museu Teixeira Lopes/Galerias Diogo de Macedo
É já no dia 9 de junho (sábado), pelas 17h30, que será inaugurada a exposição "Obra Gráfica – Serigrafias no Atelier, 1980-1991” de Armanda Passos - uma das mais destacadas artistas plásticas contemporâneas portuguesas - nas Galerias Diogo de Macedo, em Gaia, composta por cerca de 50 serigrafias e matrizes a tinta-da-china, que a Pintora realizou desde a década de 80, aquando da sua passagem pelo primeiro atelier, até à década de 90.

Com esta mostra, o Município de Vila Nova de Gaia, através do seu Pelouro da Cultura e Programação Cultural, dá seguimento a um esforço de trazer a Gaia os nomes maiores das artes nacionais. Depois de Cruzeiro Seixas, o Mestre do Surrealismo e de Álvaro Siza Vieira, Prémio Pritzker, é a vez de dar a conhecer melhor a Gaia, aos seus habitantes e a quem nos visita, Armanda Passos, uma artista cuja obra intensa e complexa tem suscitado reflexões e textos produzidos não apenas por críticos da especialidade, mas também por escritores de várias sensibilidades, artistas e até historiadores. Entre os muitos intelectuais que se debruçaram sobre o seu trabalho podem citar-se Fernando Pernes, Mário Cláudio, José Saramago, Vasco Graça Moura, Urbano Tavares Rodrigues, Eduardo Prado Coelho, António Alçada Baptista, David Mourão-Ferreira, Armando Silva Carvalho, José-Augusto Seabra, Lídia Jorge, Álvaro Siza, Luís de Moura Sobral, Raquel Henriques da Silva e José Augusto-França.

Sobre esta exposição, Maria João Reynaud (professora universitária) afirma "caracterizada pela magistralidade técnica e pela assimilação perfeita de diversas influências (designadamente, …, a pintura tradicional japonesa; ou a arte popular portuguesa), assistimos à supressão da fronteira entre o mundo vegetal, o mundo animal e o mundo humano, em imagens feéricas que são puros produtos da imaginação”. E Elisa Ferreira (economista) confessa "Há, na Armanda Passos, caraterísticas que a tornam única: a alegria de viver, a acutilância (tantas vezes desconcertante) dos comentários, a inteligência subtil e profunda, o brilho quase travesso da expressão. É também a sua força e serenidade – próprias de quem está bem consigo e com o mundo, "aconteça o que acontecer” – que sinto quando tenho o privilégio de com ela me sentar na belíssima sala que Álvaro Siza lhe desenhou, uma sala de paredes brancas coberta pelo colorido incomparável da sua obra. Num mundo de incertezas, angústias e frustrações, estas figuras sólidas e enigmáticas, na sua maioria femininas, são as que mais firmemente caminham, imperturbáveis e intemporais, sob o impulso de criatividades e sabedorias quase secretas e o disfarce de sorrisos doces e olhares gaiatos... Obrigada, Armanda, por tudo o que nos dá…”

Armanda Passos nasceu em 1944, no Peso da Régua e Licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Expõe desde 1976. Foi monitora de Tecnologia da Gravura na ESBAP e membro do grupo "Série" Artistas Impressores. Em Gaia desenvolveu trabalho no Centro de Reabilitação Vocacional da Granja (São Félix da Marinha), como professora de Serigrafia.
Vários dos seus trabalhos integram coleções de prestigiadas instituições públicas como o Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, o Museu Berardo, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação do Oriente, a Fundação de Serralves, a Fundação Champalimaud, o Ministério da Cultura, o Ministério da Justiça, a Reitoria da U. Porto e relevantes coleções privadas. Participou em diversas exposições individuais e coletivas em países como Espanha, Bélgica, França, Alemanha, Suíça, Inglaterra, Luxemburgo, Itália, Turquia e EUA.

A exposição, que ficará patente ao público até 3 de agosto (segunda a sexta-feira, das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00 – entrada gratuita), será acompanhada por um catálogo editado pelo Pelouro da Cultura e Programação Cultural, uma espécie de visita guiada em forma de papel à obra da artista.