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Eventos 20 Out 2019 Morte e Vida Severina Auditório Municipal de Gaia
FESTEATRO Gaia 2019

Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto
Os Plebeus Avintenses
Encenador, Jorge Castro Guedes

"Morte e Vida Severina" conta-nos a vida dos "muitos severinos, iguais em tudo na vida" que "morrem de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte e de fome um pouco por dia". É a história coletiva dos 'retirantes' (migrantes) brasileiros procurando melhor vida e só a morte vão encontrando. Poema dramático realista de João Cabral de Mello Neto, quando escrito em 1955, relatando a vida nordestina no Brasil, em 1965, pelas mãos doTuca (Teatro da Universidade Católica de São Paulo) com a música do muito jovem Chico Buarque de Holanda, foi um êxito estrondoso em Nancy, no Festival de então. Hoje, essa realidade de barbárie que julgáramos a caminho de ser erradicada do Globo, volta em força e, pior ainda, na abstracção de números que esmagam a vida dos pobres fazendo-os cada vez mais pobres e dilatam a dos ricos fazendo-os ainda mais ricos, a ponto de tal riqueza não ser sequer possível consumir em proveito próprio e por várias gerações de herdeiros!

Os Plebeus Avintenses
Em 27 de Outubro de 1918 foi fundado o Grupo Dramático Dos Plebeus Avintenses, que surgiu pleno de força, vigor e entusiasmo, apresentando nos quatro primeiros anos de vida cerca de vinte peças teatrais. Mas foi a década de 60 que projectou "Os Plebeus Avintenses" a nível nacional, com o desempenho do seu grupo dramático nos concursos do SNI. A patentear a qualidade dos espectáculos apresentados, entre 1959 e 1972, o grupo teve 12 espectáculos premiados. No total, entre prémios colectivos e individuais, "Os Plebeus Avintenses" obtiveram 33 prémios, sendo que 12 foram primeiros prémios. Foi a consequência, natural, de meio século de vida dedicado à cultura e, essencial¬mente, à arte dramática.
Actualmente e já com instalações modernizadas, o grupo continua com a mesma determinação e entusiasmo daqueles que o fundaram e, assim, continua a assistir-se ao seu contínuo crescimento. Desde 1981 que organiza um Encontro de Teatro Amador, o mais antigo do país, de que realizou já 38 edições ininterruptas. Nos últimos 3 anos Os Plebeus Avintenses estrearam 9 produções teatrais.
A comemorar o centenário da sua fundação, o grupo continua pleno de vigor e de dinâmica para ultrapassar os obstáculos, consciente que os seus cem anos apenas lhe acrescentam mais responsabilidade. Os Plebeus Avintenses nasceram no tempo difícil e histórico da 1a República e são fruto das necessidades associativas dos cidadãos e das capacidades criadoras dos mais simples de entre o povo, a plebe, onde foram buscar o seu nome.

Atores: Ana Paula Vieira, Bruno Costa, Carla Costa, Cláudia Pinto, Cristina Martins, Eduardo Moura, Fátima Pereira Dias, Gina Pereira Dias, Jorge Araújo, José Manuel Cardoso, Leonor Rodriguez, Serafim Pereira Dias, Sousa Moura e Martim Santos.

Produção: Os Plebeus Avintenses
Texto original: João Cabral de Mello Neto
Dramaturgia: Jorge Castro Guedes
Encenação: Jorge Castro Guedes
Espaço Cénico: Jorge Castro Guedes
Assistente de Encenação: Eduarda Alves
Direcção Musical e Arranjos: João Carlos Soares
Sonoplastia: Vladimiro Alcindo
Operador de Som: João Paulo Santos
Desenho de Luz: Eduardo Brandão
Operadora de Luz: Catarina Cunha
Costureira: Manuela Santos
Montagem: Horácio Bernardino
Cartaz e Programa: Miguel Araújo
M/12